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As medidas de eficiência energética adoptadas nos países desenvolvidos desde 2000 permitiram reduzir em 13% o consumo, o que é representativo só no ano passado de 540.000 milhões de dólares, avança a Agência Internacional de Energia (AIE).


O ritmo do aumento desta eficiência acelerou, já que a intensidade energética melhorou 1,8% em 2015 apesar da descida do preço do petróleo, depois de ter atingido 1,5% em 2014 e 0,6% de média anual entre 2003 e 2013, mas a AIE refere que esta continua a ser insuficiente, escreve a Lusa.

Para cumprir os objectivos fixados pela comunidade internacional na limitação do aquecimento global e colocar o mundo num caminho sustentável, a intensidade energética mundial teria que crescer para 2,6% por ano.

Os ganhos em intensidade energética foram mais pronunciados em países emergentes, e muito particularmente na China, onde em 2015 o acréscimo foi de 5,6%, contra 3,1% na década anterior. Uma das principais consequências foi que a procura energética na China no ano assado aumentou apenas 0,9%, o valor mais baixo desde 1997, apesar do Produto Interno Bruto (PIB) ter crescido 6,9%. Sem a contribuição do ‘gigante asiático’, a melhoria da intensidade energética a nível global teria sido de apenas 1,4% em 2015.

Se se somarem os resultados obtidos graças às medidas de eficiência dos membros da AIE (que reúne os principais consumidores do mundo desenvolvido) e da China, em 2014 evitou-se a emissão de 2.700 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).

O investimento nestas medidas no seio da AIE aumentou 6% no ano passado para se cifrar em 221.000 milhões de dólares, dos quais cerca de metade no sector da habitação. O investimento em eficiência foi dois terços superior ao efectuado em 2015 na geração convencional de electricidade.

Os autores do estudo sublinharam a importância das políticas que impõem regras de eficiência, que por exemplo cobriram 74% dos veículos novos vendidos no mundo no ano passado, e que conduziram a melhorias de 23% desde 2005. No transporte rodoviário as poupanças em 2005 representaram 2,3 milhões de barris de petróleo por dia, cerca de 2% da procura global.

Segundo a AIE, se todos os países adoptassem os modelos mais exigentes, esse número praticamente duplicaria para representar 4,3 milhões de barris diários.


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