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Mais de 50% dos custos totais da vida de qualquer edifício, incluindo os hospitais, estão relacionados com os custos de manutenção e reabilitação. Por essa razão, optimizar a sua sustentabilidade ao longo do tempo requer a implementação de uma gestão integral planificada.


Texto | Abelardo Gutierrez_Responsável de coordenação, Prodisel Tecnologies S.L.

Artigo Publicado na Edição de Novembro de 2016 da Revista O Instalador 

A inmótica (Gestão Técnica Centralizada) é um sistema de controlo activo que permite a automatização do equipamento de edifícios de uso terciário. O seu objectivo principal visa reduzir o consumo energético obtendo uma maior eficiência, assim como, aumentar o conforto e a segurança das instalações e dos seus utilizadores.

A inmótica deve ser uma ferramenta fundamental e chave para obter o objectivo prioritário de poupança energética para as infra-estruturas e que está descrito na Directiva 2012/27/UE.

Não só potencia a incorporação de tecnologia garantindo, ao mesmo tempo, uma optimização decisiva na gestão e manutenção dos hospitais graças ao seu carácter integrador de serviços. 

 

A inmótica como sistema de controlo dos activos

 

A Directiva 2010/31/UE para a eficiência energética no sector terciário fomenta a instalação de sistemas de controlo em edifícios. O Plano de Acção da E4 para 2011-2020 incentiva a Certificação Energética de Edifícios e aposta na inmótica como tecnologia fundamental para conseguir uma significativa poupança energética.

É imprescindível falar de domótica e inmótica para o uso e manutenção de locais e edifícios de uma cidade. Este tipo de sistemas incorpora tecnologias de controlo das instalações para obter um ou vários dos seguintes objectivos: informação para o utilizador, segurança conforto (entendido como melhoria da qualidade de vida) e poupança de energia.

A domótica está referenciada na automatização do lugar, a inmótica refere-se à automação do equipamento de edifícios de uso terciário ou industrial (hóteis, hospitais, edifícios empresariais, empresas…) cujo objectivo principal passa por reduzir o consumo energético obtendo uma maior eficiência assim como aumento do conforto e segurança das instalações e das pessoas que as utilizam. Desta forma, a inmótica abre a porta a um maior controlo tanto dos proprietários dos edifícios como dos utilizadores dos mesmos, o que pode implicar o surgimento de novos modelos de negócio no sector terciário, ampliando-se os serviços oferecidos aos utilizadores e possibilitando a gestão das infra-estruturas.

Um sistema inmótico incorpora uma rede de sensores e detectores que obtêm informação de ambiente (temperaturas, movimento, presença, humidade, alarmes, etc.) ou que recebem ordens de uso por parte dos utilizadores (botões de pressão, interruptores de limite de pressão de válvulas, etc) e enviam estas através de uma rede de comunicações (pode ser um cabo físico ou um meio de transmissão sem fios) em forma de controlo.  Os meios de controlo interpretam a informação e enviam ordens executivas aos actuadores para que levem a cabo, de forma automática, uma acção (ligação imediata ou retardada de uma luz, um movimento, ou troca de funcionamento de uma máquina ou sistema de climatização, etc.).

Outra maneira de ver a inmótica é como a integração da domótica numa estrutura em rede. E graças a esta estrutura em rede, se oferece a possibilidade da monitorização do funcionamento geral do edifício. Do mesmo modo permite um maior controlo de acessos e o seguimento contínuo de quem tenha integrado o edifício.

É possível a integração da prática total dos activos do hospital por uma rede de sensores e actuadores pelo controlo de:

- Controlo e monitorização da iluminação (luminárias (regulação/falhas), circuitos de incêndio, linhas e instalações eléctricas, contadores, analisadores eléctricos, grupo electrogéneo, alarmes, etc.

- Instalações térmicas colectivas (salas de caldeiras, bombas, produção de AQS, painéis solares térmicos)

- Instalações técnicas de electricidade (medição de energia)

- Instalações técnicas mecânicas (detecção de confinamentos, integração de subsistemas de controlo, grupo de pressão, bombeamento, extracções).

- Segurança e acessibilidade (acessos, presença e sinalização), aparelhos de transporte vertical, portas monitorizadas).

A integração com outros sistemas existentes no hospital não controlados por inmótica é possível graças à programação de interfaces de comunicação em que se estabelece uma metodologia de intercâmbio de informação através de uma mensagem compacta entre os agentes das empresas prestadoras e a inmótica.

NOTA: Este artigo é apenas parcial. Assine a nossa revista e leia o artigo na íntegra. 


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