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No passado dia 7 de Outubro realizou-se, em Vila Nova de Famalicão, no Parque da Devesa, na Casa do Território, o Encontro "Acção Ecológica, Transição Sustentável e Regeneração" que reuniu mais de 35 associações ligadas à defesa do ambiente.


O evento teve como finalidade a partilha, a troca de experiências e de perspectivas das diversas colectividades ambientais, provenientes de todos os pontos do país e com trabalho realizado nesta área, de modo a conhecer-se, em profundidade e abrangência, a situação ecológica e ambiental do Noroeste de Portugal. 

Apesar da maioria das aderências serem do Norte de Portugal, participaram também outras associações de âmbito nacional, como a Acréscimo, AMO Portugal- Associação Mãos à Obra, LPN - Liga para a Protecção da Natureza, Quercus e Zero.  

 

As Associações organizadoras, Associação Famalicão em Transição e Campo Aberto -  associação de defesa do ambiente concluíram que este evento excedeu, em larga escala, os resultados previstos.

«Este encontro foi um sucesso e superou todas as expectativas», afirmou Manuela Araújo, da Associação Famalicão em Transição.

A participação revelou-se elevada e «ultrapassou as fronteiras do "Norte", trazendo a Famalicão várias associações de âmbito nacional, ligadas à protecção do ambiente. A tudo isto acresce a forte motivação de todos os participantes», acrescentou. 

De acordo com José Carlos Marques, da Campo Aberto -  associação de defesa do ambiente, «via-se que os participantes estavam ansiosos por falar. A vontade de comunicar era muita. Sentia-se, por vezes, que havia algum espanto por uma presença tão forte e diversificada, que muitos até então desconheceriam». 

Deste evento ficou a vontade generalizada de uma acção conjunta e coordenada pela protecção dos rios, o foco no envolvimento da população e das instituições locais, assim como o debate sobre todas as questões relacionadas com os incêndios florestais, numa perspectiva de prevenção, através da defesa e promoção da floresta autóctone, da forte redução de monoculturas de eucalipto e do reforço  da vigilância florestal.

Como novidade, salienta-se a questão do papel ambíguo e perigoso que poderão vir a ter centrais de biomassa de resíduos florestais, visto a capacidade a instalar poder superar o volume de resíduos que podem ser produzidos se não houver incêndios.

Pretende-se, no futuro, que estes encontros sejam periódicos, podendo-se avançar para «eventos bienais, a realizar em locais diferentes e organizados por outras associações», salientou Manuela Araújo. 

Foto: AFeTra


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