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A Internet das Coisas (Internet of Things) está aí. Integra milhões de dispositivos conectados entre si. E tudo isto, no caminho das Smart Cities, é sinónimo de sustentabilidade urbana, indicadores ambientais em tempo real, competitividade e uma gestão eficaz dos recursos.


Texto: Ana Clara   

Internet das Coisas, Big Data e Data Analytics. Já ouviu certamente falar em todos estes conceitos. E interligados numa única ferramenta.

Muitos não sabem mais há um projecto europeu designado “Decumanus” e que foi concebido para melhorar a qualidade de vida e mitigar os efeitos das alterações climáticas nas cidades, fornecendo informação de 90 indicadores urbanos, as suas diferentes variáveis e os efeitos na vida das pessoas. Cinco cidades europeias já estão a utilizá-lo.

Antuérpia (Bélgica), Helsínquia (Finlândia), Londres (Reino Unido), Madrid (Espanha) e Milão (Itália) são as cidades piloto onde o Decumanus está a ser testado para obter dados sobre uma série de parâmetros que influenciam a qualidade de vida das suas populações e nos quais as alterações climáticas poderão ter um efeito significativo.

Eficiência energética, qualidade do ar, qualidade da água, uso do solo são algumas das áreas que é possível monitorizar com a ferramenta, servindo como fonte de informação para que governos, empresas e cidadãos possam tomar decisões mais acertadas.

E como tudo isto é feito? Através da combinação entre dados de observação via satélite da Terra e outros recolhidos por redes de sensores distribuídas pela cidade, sendo depois integrados com informação de fontes como cadastros, estatísticas de organismos oficiais e até redes sociais.

O Decumanus é fruto de um projecto europeu, financiado pelo 7º Programa-Quadro, no qual participaram 11 parceiros de sete países. 

A iniciativa Concerto 

Eficiência energética, energia renovável e tecnologias de geração descentralizadas estão disponíveis em toda a Europa.

No entanto, barreiras tecnológicas e económicas impedem o seu uso generalizado.

Hoje, um grande número de vilas europeias está em processo de revitalização. Em particular, centros históricos e administrativos estão a ver a implementação de iniciativas que ligam a sua posição pivot à actividade urbana.

Com este potencial em vista, construir comunidades sustentáveis tem-se tornado um objectivo mais próximo.

A parceria SONATA tem desenvolvido a iniciativa Concerto com este objectivo em mente, no mundo dos sistemas de energia sustentável. Os seus principais objectivos são:

- Demonstrar em condições reais a viabilidade de sistemas de energia sustentáveis inovadores e integrados que tipificam aqueles que estão decorrer na Europa;

- Elucidar as condições técnicas económicas e de regulamentação em que vários métodos de poupança de energia e sistemas de fornecimento de energias descentralizadas, principalmente baseadas em energias renováveis, poderão ser integrados e postas em prática em soluções de gestão de energia inovadoras para diferentes áreas urbanas na Europa. 

Para onde caminham as Smart Cities? 

De acordo com a Gartner, as Smart Cities irão alojar 9.7 milhões de dispositivos IoT em 2020, com mais fabricantes que nunca a explorar novas oportunidades de negócio em desenvolvimento de Smart Cities, segurança privada, e cuidados de saúde.

Já há casos de sucesso. Por exemplo, as redes inteligentes de energia eléctrica – smart grids – já estão bem difundidas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, da Ásia e até do Oriente Médio, onde empresas de distribuição têm investido na aquisição de medidores electrónicos inteligentes, em automação e em plataformas de comunicação de dados, a fim de optimizar a operação das suas redes eléctricas, tornando os serviços mais eficiente ao nível, por exemplo, do consumo de sua energia.

E para que tudo isto funcione, a gestão eficaz do uso da energia é fundamental, sobretudo para áreas como a mobilidade urbana.

De acordo com os especialistas, passamos de um conceito académico de cidades inteligentes, no início da década de 1990, para verdadeiros exemplos de avanço da tecnologia e uma nova forma de utilizar espaços urbanos respeitando a sustentabilidade.

E voltamos ao conceito. Mas o que é afinal uma smart city e para onde caminhamos em 2017?

Cidades inteligentes são as que se conseguem desenvolver economicamente e, ao mesmo tempo, promovem a qualidade de vida dos seus habitantes, gerando eficiência ao nível da mobilidade urbana.

Depois temos o grande desafio: o parque edificado. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), os edifícios estão no centro do debate sobre eficiência energética, e em 2030 serão responsáveis por 31% do consumo total de energia, acima dos segmentos da indústria (30%) e dos transportes (28%).

Nas cidades, a questão é como construir edifícios mais inteligentes. Os elevadores estão entre os equipamentos que mais consomem energia, até 10% do total, e são, dizem os especialistas, elementos-chave para melhorar a eficiência energética urbana.

Este artigo integra o Dossier Smart Cities, publicado na edição impressa da revista O Instalador de Janeiro/Fevereiro de 2017.

Caso queira aceder à edição contacte-nos. Saiba mais aqui.


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