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A bacia do Mediterrâneo sempre coexistiu com o fogo desde há milhares de anos, mas as alterações climáticas estão a mudar a tipologia dos incêndios florestais, com o aumento da sua frequência e intensidade.


Texto: Revista O Instalador

Foto: José Alex Gandum 

Atenta a reacender dos incêndios florestais em Portugal (e no norte de Espanha) a organização ambientalista internacional Greenpreace, em comunicado, veio chamar a atenção para a implicação das alterações climáticas, que produzem falta de chuva e seca, nos incêndios florestais que assolaram este Verão a península Ibérica, e que continuam a fazer-se sentir, nomeadamente no norte e centro de Portugal e na região da Galiza, em Espanha. 

A Greenpeace referiu em comunicado que as florestas mediterrânicas são muito vulneráveis a fogos, pragas e doenças, tudo isto devido às altas temperaturas e à falta de chuva.

017 é um dos anos mais quentes de sempre, desde que há registos, e a organização não-governamental (ONG) sublinha que a luta contra as alterações climáticas é essencial para proteger as florestas e o que sobra das zonas rurais.  

A Greenpeace referiu ainda que, para isso, é necessário desenvolver modelos de silviculttura que levem em conta a variável das alterações climáticas, tendo em consideração também o aquecimento global. A organização propõe algumas medidas que deveriam ser adoptadas pelos responsáveis nos vários países mediterrânicos, em especial Portugal e Espanha: 

- Estabelecer uma política de prevenção de incêndios florestais e adaptação às alterações climáticas.

- Fazer campanhas de sensibilização nas populações.

- Incentivar alternativas ao uso cultural do fogo, as tradicionais queimadas praticadas por agricultores.

- Evitar licenciar construções dispersas em áreas rurais e florestais.

- Campanhas de informação às populações sobre a elaboração de planos de auto-oprotecção de casas e urbanizações.

- Fornecer mais meios às autoridades que investigam a origem dos fogos.

- Fazer planos de recuperação para áreas queimadas.

- As populações deverão tomar precauções e ajudar a identificar pessoas responsáveis.

- Assume de uma vez por todas o risco de incêndios nos meios rurais, desenvolvendo planos de auto-protecção das suas casas e dos empreendimentos habitacionais.


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