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O primeiro-ministro disse, na visita oficial que está a fazer na Índia, que Portugal está na linha da frente mundial da produção e consumo de renováveis, defendendo que esta área pode ser a startup da parceria luso-indiana.


Perante cerca de dois mil empresários indianos, durante a conferência “Cimeira Global Gujarat Vibrante”, em Ahmedabad, António Costa abordou a questão do desenvolvimento e crescimento sustentável ao nível global, ponto que defendeu a ideia de que Portugal está já na primeira linha mundial ao nível das energias renováveis – uma das áreas que considera prioritária para a cooperação com a Índia.

No seu discurso, citado pela Lusa, o primeiro-ministro disse que para Portugal «é uma prioridade a descarbonização, sobretudo do sector dos transportes, através da promoção dos transportes públicos e da promoção da mobilidade eléctrica».

«Temos uma agenda ambicionada no campo das energias renováveis, tendo como meta estar na linha da frente na sua utilização. Recentemente, fomos capazes de assegurar que quatro dias de uma semana tivessem um consumo totalmente proveniente de energias renováveis», disse.

Neste contexto, António Costa referiu ainda que o seu país «é rico em sol, vento e água» e que Portugal já atingiu 87% da sua meta colocada para 2020 em termos de produção de energias renováveis.

«Da energia que produzimos, 61% é a partir de energias renováveis», adiantou, antes de apontar ainda que Portugal está a desenvolver políticas de reabilitação urbana, tendo como foco a eficiência energética.

Aqui, António Costa aproveitou para virar a agulha para as relações bilaterais com a Índia, dizendo que a agenda portuguesa «está alinhada com a da Índia, país que tem programas de desenvolvimento de cidades inteligentes, de transportes urbanos verdes, entre outros».

«Índia e Portugal têm economias complementares e podem tirar partido de fazerem parte de regiões e mercados internacionais diferentes. Há grandes oportunidades que podem ser exploradas por ambos os países em termos de comércio e investimento», afirmou, tendo a escutá-lo o chefe do Governo indiano.

Na sua intervenção, no plano político, o primeiro-ministro voltou a fazer uma defesa cerrada do acordo de Paris para o combate às alterações climáticas e considerou que o crescimento económico, ambiental e social sustentável é o maior desafio que se coloca ao mundo.

«Considero urgente a implementação do acordo de Paris em termos de financiamento, mecanismos de mercado, reporte e monitorização. É com particular satisfação que verifico que Portugal e a Índia já ratificaram o acordo de Paris sobre alterações climáticas», observou António Costa.

De acordo com o primeiro-ministro, o conjunto de áreas relacionado com o objectivo do desenvolvimento sustentável «é uma excelente oportunidade para iniciar a parceria estratégica entre os dois países para o século XXI».

«Dos contactos com o Governo da Índia e com empresários e investidores indianos nestes últimos quatro dias de visita de Estado confirmaram que existem oportunidades de cooperação nas ciências, nas tecnologias, nas energias renováveis, na execução de infra-estruturas, startups, agricultura, indústria agroalimentar, água, tratamento de resíduos, turismo, área farmacêutica e defesa», especificou António Costa.


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