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A actual gestão de resíduos na Europa, e em Portugal também, é baseada nas chamadas opções finalistas, como aterros e incineração. Mas muita coisa pode mudar com o Zero Waste.


Texto: Revista O Instalador


A estratégia Zero Waste, aplicada em vários municípios europeus com resultados comprovados, consiste em uma mudança de "cultura" na gestão de resíduos.


Em declarações à publicação espanhola, 'Reciclaje de Residuos', especialistas do sector de resíduos e reciclagem frisaram que «é necessário apostar em alternativas mais efectivas do que os modelos actuais de gestão de resíduos». Redução, reutilização e reciclagem devem ser a base desses sistemas no sentido de atingir o resíduo zero.


Os especialistas propõem e apoiam sistemas alternativos, denunciando o dumping e a incineração como modelos irracionais. Trata-se de uma abordagem que leva em consideração os produtos colocados no mercado, e que para evitar o uso excessivo de materiais, seu design, composição, etc, são alterados.


A gestão adequada dos resíduos deve incluir a separação selectiva na fonte de um número mínimo de grupos de materiais, incluindo a matéria orgânica composta. Os sistemas de colecta podem ser vários, mas devem contar com a colaboração da cidadania a que afecta. Alguns exemplos que funcionam são a separação porta a porta e a colecção em cinco contentores (recipientes, papel e papelão, vidro, orgânicos e repouso).


É importante analisar a fracção restante, consistindo em resíduos que não podem ser reutilizados ou reciclados, a serem gradualmente reduzidos, através de mudanças nos projectos, eliminação desses produtos do mercado ou expansão na fracção de reciclagem. Com os resíduos colectados, a primeira opção deve ser a preparação para reutilização, seguida da reciclagem de material.


O material orgânico separado em origem pode ser compostado, obtendo um excelente fertilizante muito necessário para os solos. A incineração e o aterro devem ser opções marginais e decrescentes para alcançar uma economia circular baseada na eficiência do uso dos recursos naturais, conforme proposto pela União Europeia no seu Roteiro para um uso eficiente dos recursos naturais na Europa.


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