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A posição da OE foi divulgada a 19 de Outubro, antes do Conselho de Ministros Extraordinário, de onde saiu um pacote de medidas urgente na sequência dos incêndios de há pouco mais de uma semana.


A Ordem dos Engenheiros (OE) considera «imperioso e urgente a tomada de medidas adequadas e eficazes que concorram para uma correcta gestão do território e para a organização dos serviços públicos e demais entidades que têm intervenção directa, assentes em políticas que se requerem preventivas e menos reactivas, baseada numa mudança de paradigma, por forma a garantir um adequado planeamento das acções e da alocação de recursos».

Desta forma, a OE afirma que «a dimensão do problema e as suas consequências obrigam a que se repense seriamente a necessidade da profissionalização das actividades de ordenamento e de gestão florestais, questão que é determinante para a preservação da floresta e para a segurança dos cidadãos». 

«Menosprezar e não assumir a necessidade do envolvimento de profissionais qualificados, permitindo que a floresta nacional continue a ser gerida de forma arbitrária e parcelada pelos muitos milhares de proprietários ou por outros agentes que não detêm capacidade financeira e conhecimento específico para o efeito, é pactuar com a mais que evidente possibilidade de repetição das calamidades vividas nestes fatídicos meses de 2017 e com a continuação do abandono de vastas áreas do território», lê-se na missiva. 

A Ordem refere ainda que o Relatório produzido pela Comissão Técnica Independente, constituída por académicos e engenheiros altamente competentes e qualificados, «veio trazer à evidência que se existem competências para analisar as causas e as razões da calamidade, também existirão para efectuar diagnósticos e apontar medidas e planos de acção que permitam mitigar e reduzir as consequências futuras de outros eventos da mesma natureza». 

«A floresta não pode ser encarada como um problema que todos os anos gera vagas de incêndios e climas de acrescida ansiedade sazonal, mas sim como um valioso recurso ambiental e económico, produtor de matéria-prima transaccionável e com elevado valor energético, que requer uma gestão cuidada», salienta a OE.


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