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«Gosto de ouvir os dias, ouvir o pôr-do-sol, ouvir as melodias dos pássaros e das mezzo-sopranos e dos barítonos, escutar os poetas, escutar os cientistas, escutar os outros, observar o que pintaram, o que esculpiram, os oradores e o teatro, tocar nos outros, tocar nos irmãos cheios de pêlos, escamas e outras peles e cheirar o frio das pedras e das areias, da argila e de tudo isto ler a Terra». João Soares, 30 de Março de 2015


Texto: João Paulo Soares [Consultor]

Começou um novo ano e espera-se muito dele. Está à nossa frente um percurso inesperado, por fazer, que nos dá ânimo e nos acalenta esperança. Por hábito reciclo o ano velho. Tudo não foi fruto do acaso e tudo são vivências que nos fazem ser ainda mais capazes. Não adianta muito insistir nas vivências negativas. Preenchem-nos tempo e um peso pouco libertador para um ano sempre exigente. As boas memórias, as novas amizades, os velhos hábitos que se tornaram «novos» serão certamente bons para transformar e aprofundar em cada novo ano.

Mas tenho algumas linhas contínuas na minha defesa pela conservação da Natureza. Uma certamente é a minha relação com a Natureza.

O Homem tem que agir sobre o ambiente mas devia ser de uma forma mais espiritual e não da forma tão depredadora como está a proceder. Devia contemplá-la e fazer parte da Natureza, da GeoTerra e não contra ela. Reduzir o desperdício, percepcioná-la e cuidar dela. Agir para além da papelada técnica e maçadoramente doentia assim como mitigar o consumismo e as virtualidades. Uma simples folha num campo e/ou pousada no meu rosto é para mim um encanto e de uma intensa felicidade. Ou estar rodeado das nossas irmãs árvores, como as adoro.

Outros dois aspectos contínuos que me ancoro sempre é a metáfora da gruta de Platão e a ecologia do Ser.

Uma das leituras que recomendo para este mês são os ensinamentos de Pierre Weil. No seu livro “A arte de viver em paz e as três dimensões da ecologia e da consciência” ele afirma que «todas as galáxias do universo são sistemas energéticos e que essa energia assume três formas inseparáveis: informática (mente), biologia (vida) e física (matéria); que o homem é parte integrante deste sistema energético, sendo feito de matéria (corpo), vida (emoções) e informática (mente) inseparáveis do todo».

Ele constata que, na sua mente, o Homem separa-se do universo e cria a fantasia da separatividade (Homem-universo; Eu-mundo; Sujeito-objeto); que a sua mente o separa da sociedade e da natureza e se esquece que a natureza, sociedade e homem são inseparáveis.

(Continua)

Este artigo foi publicado na edição impressa da revista O Instalador de Janeiro/Fevereiro de 2017.

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