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O mercado da Iluminação em Portugal retoma, à semelhança de outros sectores nacionais. Ouvimos os especialistas e fomos perceber quais os desafios e dificuldades que as empresas enfrentam. Modesto Castro, presidente da Associação dos Industriais Portugueses de Iluminação (AIPI), Paulo Cabral, Director dos Laboratórios do Instituto Electrotécnico Português (IEP) e Alberto Van Zeller, membro da Direção do Centro Português de Iluminação (CPI) analisam a’O Instalador o mercado.


Texto: Ana Clara

Modesto Castro, presidente da AIPI, considera que desde «o advento da globalização e, particularmente, desde a crise financeira de 2009, que todos os anos são anos de desafios enormes para as empresas».

«O mundo em constante mudança é um cliché cada vez mais actual e a imprevisibilidade é a maior dificuldade à gestão empresarial», vinca.

No sector da iluminação, refere, «os pedidos de encomendas ritmados e espaçados ao longo do ano já não são a norma, existindo em seu lugar ordens de compra para prazos imediatos ou quase imediatos que complicam sobremaneira a gestão da produção havendo que gerir períodos quase parados com intensos picos de actividade».

Modesto Morais afirma que as alterações à legislação laboral em anos recentes «como a criação dos bancos de horas foram passos positivos para ajudar as empresas a adaptarem-se a esta flexibilidade e inconstância do processo produtivo e é neste ambiente de intensa competitividade nacional e internacional que as empresas do nosso sector hoje vivem».

«A nível interno vimos com alguma preocupação a interrupção da descida do IRC que estava acordada há alguns anos entre os principais partidos mas saudamos o cumprimento dos compromissos europeus, nomeadamente a nível do défice das contas públicas dado o impacto a nível externo que isso tem na credibilidade de Portugal e das nossas empresas. Por outro lado, continua a haver excesso de burocracia que inunda completamente as empresas havendo a necessidade de cada vez mais funcionários a tratar destes assuntos laterais à actividade da empresa», recorda.

O presidente da AIPI salienta que «o nosso sector, assim como vários outros, como o calçado, o mobiliário, os moldes, a cortiça, etc., trazem valor acrescentado para a economia nacional uma vez que assentam na exportação de bens transaccionáveis competindo na arena internacional ao nível do melhor que se faz no mundo inteiro e contribuindo assim para o equilíbrio da Balança Comercial do país».

«São por isso sectores prioritários para o país e esperamos que continuem a ser tratados como tal pela tutela e pelo menos com a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), temos recebido total colaboração nos nossos esforços de internacionalização», acrescenta.

Modesto Morais refere que «ainda não dispomos dos dados finais de 2016, mas dos que dispomos, fazem-nos crer que o ano terá sido o de alguma consolidação nas exportações do sector após anos de crescimento acelerado. Esperamos que, à semelhança de 2013, tenha sido um pausar para retomar o fôlego para continuar o crescimento em 2017 e anos seguintes».

(Continua). 

Este artigo foi publicado no Dossier Electricidade e Electrónica, na edição impressa da revista O Instalador de Janeiro/Fevereiro de 2017.

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