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Um grupo de organizações ambientais de Portugal e Espanha exigem respeito pelas recomendações científicas sobre a sardinha ibérica.


Texto: José Alex Gandum 

O último relatório do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (CIEM, ICES em inglês) aconselha para 2018 zero capturas de sardinha, expressando preocupação com a situação das reservas deste peixe ao redor da Península Ibérica. 

ONGs dos dois países exigem a ambos os governos que sigam os pareceres científicos para recuperação da espécie, isto no seguimento da reunião havida entre Portugal e Espanha para decidir a negociação da quota de sardinha para 2018 com a Comissão Europeia e acordar medidas conjuntas de gestão e recuperação. 

Numa declaração conjunta, os dois países ibéricos mencionaram que a quota conjunta deveria ser estabelecida entre 13.500 e 15 mil toneladas, emboras as ONGs advirtam que qualquer valor aprovado entrará em conflito directo com os conselhos do CIEM. 

Em declaração conjunta, as ONGs reconhecem que a captura zero terá impactos negativos para os pescadores, mas avançam que tendo em conta o estado de reservas de sardinha, alertam que é «urgente» elaborar um plano de recuperação que muitas vezes «inclui medidas extremas». 

O plano evitaria perpetuar a sobrepesca e estaria de acordo com os princípios da sustentabilidade, dizem os responsáveis. Refira-se que a sardinha é um dos alimentos do mar mais apreciados em Portugal e Espanha, e também por turistas, em especial nos meses de Verão.


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