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O impacto que se crê estar na base do desaparecimento dos dinossauros ocorreu há 66 milhões de anos, quando um asteróide com cerca de 12 km de largura caiu na Terra


Texto: José Alex Gandum

A colisão com a Terra do asteróide que se crê matou os dinossauros ocorreu perto do que é agora a península de Yucatán, no Golfo do México. O asteróide é frequentemente citado como a mais provável causa do fenómeno de extinção do Cretáceo-Paleogénico, uma extinção em massa que fez desaparecer cerca de 75% de todas as espécies de plantas e animais no planeta, incluindo os dinossauros.


O impacto do asteróide Chicxulub provavelmente libertou gás de enxofre, um gás muito mais tóxico para a atmosfera do que se supunha anteriormente, de acordo com uma pesquisa recente, divulgada, entre outros meios, pela publicação espanhola 'Natureza'.

A queda do asteróide teve consequências globais porque enviou para a atmosfera quantidades maciças de areia, enxofre e dióxido de carbono (CO2). O pó e o enxofre formaram uma nuvem que reflectia a luz do Sol, impedindo que ela chegasse à superfície terrestre, o que se traduziu numa redução drástica das temperaturas.

Nas recentes investigações, os autores usaram um código de computador que simula a pressão das ondas de choque criadas pelo impacto para estimar a quantidade de gases libertados em diferentes cenários de impacto.


Mudaram variáveis, como o ângulo de impacto e a composição das rochas pulverizadas para reduzir a incerteza dos cálculos. Os novos resultados mostram que o impacto provavelmente libertou 325 gigatões de enxofre e 425 gigatões de CO2 para a atmosfera, mais de dez vezes as emissões globais de CO2 produzido pela actividade no ano passado, por exemplo.


Os métodos do novo estudo referem que que os gases que foram expulsos para cima a uma velocidade média de 1 Km por segundo foram os que tiveram maior influência, já que os gases ejectados a velocidades mais lentas não alcançaram uma altitude tão elevada, o suficiente para permanecer na atmosfera e influenciar o clima.

as consequências também tiveram a ver com o ângulo de impacto: um estudo anterior referia que o asteróide atingiu a superfície  num ângulo de 90 graus, mas as pesquisas mais recentes mostram o impacto do asteróide num ângulo de cerca de 60 graus, o que levou a uma maior libertação de quantidade de enxofre do que se supunha.


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