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De acordo com as notícias vindas a público, na audição da manhã de 14 de Novembro, do ministro da Agricultura no Parlamento, o mesmo terá anunciado a criação de uma empresa para a gestão do património florestal do Estado.


Texto: Acréscimo [Associação de Promoção ao Investimento Florestal] 

Será que a não inversão, nos últimos dois anos, de um processo de descapitalização humana, material e financeira dos serviços florestais do Estado não foi estratégico para o anúncio, agora, da criação de uma empresa para gerir o que tais serviços gerem? 

Quais as garantias de uma boa gestão de uma empresa face à dos serviços florestais do Estado? A justificação que possa ser dada para a empresa não se aplica aos serviços florestais do Estado? 

Antes da descapitalização, nas últimas décadas, o desempenho destes últimos atingia a excelência. 

Uma nova empresa, existindo já uma entidade empresarial pública de gestão de património do Estado, a Lazer e Floresta, S.A., terá por justificação a criação de mais um conselho de administração e de mais postos de trabalho? 

Se assim for, qual o motivo para o não investimento dos montantes inerentes nos serviços florestais do Estado? 

A gestão pública da Lazer e Floresta tem-se traduzido em quê para o benefício da Sociedade? Tanto quanto se sabe tem servido apenas para dar solidez à existência de uma bolsa de terras. 

Não deixa de ser curioso que, o anúncio ocorra hoje e não entre junho de 2011 e novembro de 2015. Mais, é ainda mais estranho que o anúncio ocorra num Governo apoiado à Esquerda. 

Não estará a criação desta empresa associada a uma posterior processo de privatização da mesma? 

Afinal de contas, esta tem sido uma situação recorrente no País, mesmo antes de 20 de junho de 2011.


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