218820160    oinstalador@gmail.com

Na conferência climática (COP23) realizada em Bona, na Alemanha, 20 países comprometeram-se a eliminar o consumo de carvão como fonte de energia, entre os quais Portugal. Alemanha ficou de fora.


Texto: José Alex Gandum

Tido como o mais "sujo" dos combustíveis fósseis, 40% da electricidade global é produzida com recurso ao carvão. Para inverter essa situação, saiu da COP23 uma aliança de 20 países baseada numa série de compromissos acordados por essas nações, de que serão usadas tecnologias verdes e financiamento compartilhado, para servir de exemplo e incentivar os restantes países a abandonar esse combustível.


A Powering Past Coal Alliance é liderada pelo Canadá e pelo reino Unido e inclui outros 18 países: Angola, El Salvador, Áustria, Bélgica, Finlândia, Holanda, Costa Rica, Ilhas Fiji, França, Itália, Ilhas Marshall, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Suíça, Niue (pequeno país associado à nova Zelândia, apenas com 1600 habitantes), Portugal e Dinamarca. Os motivos que levaram à criação desta aliança têm a ver com o facto de que o carvão é um dos elementos mais poluentes para o ambiente, o qual mata mais de 800 mil pessoas por ano em todo o mundo.


A iniciativa foi tomada pelo reino Unido, cujo compromisso com a redução do uso deste combustível tem sido muito bem sucedida: em 2012, 40% da geração de electricidade veio da queima do carvão, e cinco anos depois apenas 2% da sua electricidade ainda tem essa origem. O Canadá apoiou a proposta, e a sua ministra do Ambiente, Catherine McKenna, sublinhou quer «o carvão tem um custo humano e um custo ambiental, um preço que não temos que pagar, quando as energias renováveis são cada vez mais acessíveis».


Sobre a posição do presidente dos EUA, Donald Trump, McKenna esclareceu que as energias renováveis empregam actualmente 250 mil pessoas nos EUA enquanto o carvão dá trabalho a apenas 50 mil pessoas. A responsável lamentou também a ausência de países asiáticos como signatários da Aliança, já que esses países são dos maiores utilizadores de carvão.


A Alemanha, apesar da pressão a que foi submetida, conseguiu manter-se fora da Aliança, embora a chanceler alemã, Angela Merkel, tivesse frisado dois dias antes que «a resposta dada às alterações climáticas determinará o destino da humanidade». A COP23 termina hoje, Sábado, lançando as expectativas para Katowice, na Polónia, no próximo ano, Polónia que é o país europeu maior consumidor de carvão.


Bootstrap Image Preview Bootstrap Image Preview