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O administrador da ADENE – Agência para a Energia, Manuel Bóia, defendeu na semana passada ser evidente a existência de uma correlação entre as classes energéticas e o valor económico dos imóveis, sustentando ainda que «o certificado energético é uma oportunidade para o proprietário do imóvel obter poupanças energéticas com impacto nas suas despesas correntes, valorizar o património, obter benefícios fiscais e aceder a financiamentos, sendo também uma oportunidade para a banca reforçar a confiança ao investimento no património edificado».


Manuel Bóia falava no II Encontro sobre Reabilitação Urbana e Construção Sustentável – do edifico para a escala urbana –, uma iniciativa da iiSBE Portugal (Iniciativa Internacional para a Sustentabilidade do Ambiente Construído) que decorreu no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. 

Ao intervir no painel sobre “Valorização económica do património edificado”, o administrador da ADENE adiantou que, segundo dados do INE, 90% dos edifícios em Portugal são moradias, sendo necessários, em média, €15.000 para aumentar o desempenho energético de uma classe F para uma classe A numa moradia tipo.

E acrescentou: «atendendo às poupanças energéticas a 20 anos decorrentes da implementação de medidas de melhoria e ainda ao efeito de valorização do imóvel e eventuais benefícios fiscais, o retorno da intervenção, descontado do investimento e custos de manutenção associados, é em média de cerca de €26.000 (VAL)».


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