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A transformação de resíduos em matérias-primas que originem novos produtos, promovendo a reutilização e recuperação de forma inovadora, é um dos princípios da denominada Economia Circular.


Apesar de apresentar muitas vantagens, entre as quais a redução drástica de resíduos gerados pelas várias indústrias, em Portugal ainda se estão a dar os primeiros passos na Economia Circular. 

Para debater os objectivos estratégicos, os desafios e as oportunidades que este tipo de economia apresenta, a Universidade de Coimbra (UC) e a Comissão Portuguesa de Geotecnia Ambiental (CPGA) da Sociedade Portuguesa de Geotecnia (SPG) promovem o Workshop “Economia Circular em Geotecnia Ambiental”, a 22 de Novembro. 

A iniciativa, a decorrer no auditório Laginha Serafim do Departamento de Engenharia Civil, Polo II da UC, tem início às 9 horas, com a presença do Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que vai abordar o tema “Plano de Acção para a Economia Circular”. 

A Economia Circular apresenta muitas oportunidades, mas também muitos desafios. E há um longo caminho a percorrer. Por exemplo, «na área da construção civil, gera-se uma enorme quantidade de resíduos que podem ser usados como matérias-primas em outras áreas de negócio. Um exemplo muito simples: quando se procede à demolição de um prédio, o betão pode perfeitamente ser usado para pavimentos ou muros de jardins», ilustra Fernando Pedro Figueiredo, da comissão organizadora do Workshop e docente da FCTUC. 

Ao apostar na prolongação do ciclo de vida dos produtos, transformando-os em novos produtos de valor, a Economia Circular «promove uma maior colaboração entre os vários sectores da indústria, reduz os resíduos e contribui para uma maior sustentabilidade de recursos e para o combate às alterações climáticas», acentua o docente. 

Segundo a Comissão Europeia, prevê-se que as medidas de prevenção dos resíduos, concepção ecológica, reutilização e outras ações de economia circular possam gerar poupanças de cerca de 600 mil milhões de euros às empresas da União Europeia (cerca de 8% do total do seu volume de negócios anual) e, simultaneamente, permitir uma redução de 2 a 4% das emissões totais anuais de gases de efeito de estufa. (fonte: Comissão Europeia - Circular Economy Package: Questions & Answers, Dezembro de 2015).


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