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O mundo gasta quase 100 mil milhões de euros por ano para garantir acesso universal a água e saneamento, mas num estudo científico internacional defende-se que o valor real da água ultrapassa o monetário e é preciso começar a avaliá-lo.


O principal autor do estudo publicado na revista especializada Science, Dustin Garrick, destaca o panorama de «escassez e serviços de água desadequados» para salientar a necessidade de ultrapassar a «teimosia e barreiras» institucionais com «tecnologia, ciência e incentivos» à valorização da água.

Garrick, professor da Universidade de Oxford, sugere com a sua equipa que «valorizar e gerir a água» implica atribuir-lhe o valor certo, que ultrapassa o valor monetário, reconhecendo que é essencial para o desenvolvimento sustentável, para além de permitir manter a vida.

Ameaças concretas como as secas, inundações e poluição, bem com a falta de infra-estruturas, custam anualmente, de acordo com um estudo de 2015 da Universidade de Oxford, quase 500 mil milhões de euros.

Recorde-se que, no mês passado, o Banco Mundial, parceiro do estudo liderado por Dustin Garrick, estimou que o custo de uma seca em ambiente urbano é quatro vezes superior ao de uma cheia, e que a seca nas comunidades rurais de África pode criar uma espiral de pobreza que atravessa gerações.


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