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O Comissário Europeu para a Acção Climática, Miguel Arias Canete, afirmou na passada Quinta-feira que sem renováveis o futuro da humanidade está comprometido.


Texto e foto: José Alex Gandum
 
O Comissário Europeu discursava no Parlamento espanhol, onde esteve a informar sobre as medidas propostas pela Comissão, a fim de se cumprir o Acordo do Clima de Paris, aprovado em Dezembro de 2015.
 
A organização não governamental Greenpeace aproveitou a ocasião para lembrar que a União Europeia (UE) e os seus Estados-membros têm que reduzir o recurso aos combustíveis fósseis e à energia nuclear para produzir electricidade, e que as organizações governamentais e institucionais deverão permitir que os cidadãos participem nas
decisões de modo a poderem beneficiar de uma transição eficaz para a electricidade produzida a partir de fontes renováveis.
 
A Greenpeace vai mais longe, e afirma que as reformas da legislação europeia em matéria de energias renováveis deverá consagrar o direito legal de cidadania, cooperativas, municípios e pequenas empresas para produzir, consumir e e vender energia renovável, construindo as bases para uma "união energética" justa, aberta e transparente.
 
A organização diz também que os investimentos públicos nos combustíveis fósseis  e centrais nucleares devem parar e ser canalizados para as energias renováveis e eficiência energética.
 
Há pelo menos duas medidas legislativas propostas pela Comissão (uma que lida com o desenvolvimento de energias renováveis e outra que aborda a concepção do mercado europeu de electricidade) que pode pôr em perigo a transição para as energias renováveis e limitar fortemente a capacidade da UE de agir de forma ambiciosa para combater as alterações climáticas, a poluição e de impor uma gestão democrática de um sector tão estratégico como o da energia.

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