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A indústria do óleo de palma prometeu que, até 2020, acabaria na sua cadeia de abastecimento com as empresas que estavam a desmatar, com o objectivo de evitar a compra de óleo de palma produzido em contextos de desmatamento e conflitos sociais. Isso não aconteceu.


Texto: José Alex Gandum


Organizações Não-Governamentais (ONGs), como a Greenpeace, continuam a acusar a indústria de óleo de palma de tóxica, e uma das principais causas do desmatamento na Indonésia. A fim de satisfazer a grande procura deste produto no mercado internacional, as empresas de produção na Indonésia, o principal produtor mundial, aumentam a área cultivada em óleo de palmeira á custa da floresta tropical: reduzem e drenam os aluviões, e incendeiam a selva remanescente para abrir caminho para as plantações.


Embora muita gente não esteja bem informada, no final desta cadeia está a indústria de biocombustíveis, mas também fabricantes de alimentos processados (conservas, biscoitos, lanches, chocolates, sopas...) e uma grande variedade de produtos cosméticos e de higiene (cremes, pastas de dentes, detergentes, etc.)


Foi com base na conferência anual para o Óleo de Palma Sustentável (mais conhecido pela sigla RSPO), realizada Sexta-feira, dia 30, em Bali, na Indonésia, que a Greenpeace publicou uma investigação sobre o grau de cumprimentos daquelas promessas.


De acordo com a pesquisa da Greenpeace, nenhumas das 11 multinacionais avaliadas conseguiu demonstrar que na sua cadeia de abastecimento de óleo de palma não está vinculada ao desmatamento. Apenas duas das empresas avaliadas pela Greenpeace Internacional planeavam cumprir o prazo acordado (2020). A maioria das empresas não tinham um prazo, deixando abandonados os clientes que desejam evitar que os seus produtos contenham óleo de palma oriundo do desmatamento.


Conhecidas marcas multinacionais que tinham prometido aos seus clientes que eliminariam o óleo de palma de desmatamento, suspenderam essa promessa. Esta situação está a ser terrível para as florestas indonésias. Desde 1990, o país perdeu 31 milhões de hectares de floresta, uma área quase do tamanho da Alemanha, por exemplo. Segundo os especialistas, este desmatamento é uma bomba para o clima e também uma grande ameaça para espécies, como o orangotango.


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