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Um estudo sobre o sector dos resíduos defende a importância da sensibilização de consumidores, empresas e entidades públicas para a economia circular, baseada na reciclagem e reutilização, da investigação e inovação, da digitalização e de mudanças na taxa desta área.


«No curto prazo, temos um conjunto de iniciativas, como a proposta de um estudo aprofundado sobre o potencial de aplicação da economia digital ao sector dos resíduos» e, na área da formação e comunicação, o co-financiamento público de acções sobre a economia circular, disse à agência Lusa o coordenador do trabalho.

A sensibilização e formação, quer para consumidores e famílias, quer para empresas ou entidades de natureza pública, como hospitais, escolas ou universidades, é «uma vertente bastante prioritária e importante», salientou.

O "Estudo sobre a Relevância e o Impacto do Sector dos Resíduos em Portugal na Perspectiva de uma Economia Circular", promovido pela Associação Smart Waste Portugal e realizado por consultores liderados por Augusto Mateus, faz um retrato do sector e aponta estratégias para o futuro, visando a adaptação aos princípios da economia circular, que aposta na reutilização ou reciclagem do lixo, depois integrado nas matérias-primas, para preservar os recursos naturais.

O documento propõe um conjunto de iniciativas em horizontes faseados até 2030 e define quatro cenários possíveis de desenvolvimento do sector, sendo um deles, pessimista - mantendo a realidade actual -, enquanto outros apontam para um avanço para uma economia mais circular, «mas num caso é mais estimulado por efeitos da regulação, noutro mais pressionado pelo fluxo de inovação circular».

No outro cenário, ao qual é atribuída uma probabilidade maior de concretização, a circularidade da economia é pressionada pela inovação e pela regulação.

Entre as medidas propostas, o coordenador do estudo, Hermano Rodrigues, apontou a divulgação de projectos inovadores, e a denúncia de situações de 'free riders' (utilizadores de recursos que não pagam o que é devido) «muito frequentes no sector».

Para Hermano Rodrigues, "uma parte relevante das soluções para a circularidade passa necessariamente por inovação", pois algumas das soluções necessárias não existem e "isso pode ser uma das prioridades da política pública".

«Pode-se estimular muito uma aproximação crescente entre as empresas industriais, do sector dos resíduos e as entidades do sistema científico e tecnológico nacional, no sentido de uma participação crescente em projectos de investigação e desenvolvimento», concretizou.


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