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No One Plante Summit, que se realizou a semana passada em Paris, França, Emmanuel Macron convocou e alertou os líderes mundiais para o risco de se estar a perder a batalha contra as alterações climáticas


Foto: EPA 

Perante uma plateia de dezenas de líderes políticos mundiais e empresariais, o presidente francês sublinhou que «não estamos a andar suficientemente rápidos,  e todos nós temos que agir».

O responsável procurava um novo fôlego para o Acordo de Paris sobre o Clima, assinado por todos os países do mundo há dois anos, que ficou enfraquecido com o anúncio, por parte do presidente norte-americano, Donald Trump, da retirada dos Estados Unidos da América do Acordo. 

Foi pela gravidade da situação climática que Emmanuel Macron convocou líderes mundiais para encontrar uma nova maneira de lutar contra o aquecimento global.

No entanto, não se esperavam compromissos internacionais vinculativos durante a reunião.

O foco foi sobre como as instituições financeiras públicas e privadas podem mobilizar mais dinheiro e como os investidores podem pressionar as grandes corporações e os grandes grupos económicos a mudarem as suas atitudes e as suas estratégias em relação, em especial, às emissões de gases com efeito de estufa. 

Mais de 200 investidores institucionais - que administram mais de 26 milhões de milhões de dólares, comprometeram-se a pressionar as principais empresas responsáveis por aquelas emissões para combater as alterações climáticas.

Por outro lado, o vice-presidente da Comissão Europeias, Valdis Dombrovskis, assegurou que Bruxelas olha com bons olhos os planos de reduzir os requisitos para investimentos mais respeitadores do ambiente de modo a impulsionar a economia verde. 

Esta medida poderia fazer parte de uma gama mais ampla de acções que a União Europeia (UE)pretende apresentar em Março próximo para atingir o objectivo de reduzir as emissões de CO2 em 40% até 2030, o que implica uma estimativa de 180 mil milhões de euros por ano em investimentos de baixo teor em carbono.

No mesmo dia, a Comissão Europeia revelou investimentos no valor de nove mil milhões de euros destinados a cidades sustentáveis, energia renovável e agricultura sustentável para África e para os países da UE. 

Foram cerca de 50 os Chefes de Estado e de Governo de vários países que estiveram em Paris, incluindo o Primeiro-Ministro português, António Costa, e o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

Os EUA fizeram representar-se ao mais baixo nível, no que foi de certo modo compensado pela presença de Leonardo DiCaprio e Arnold Schwarzenegger, além do governador da Califórnia - região atingida nas últimas semanas por incêndios de proporções gigantescas - Jerry Brown.

O presidente francês anunciou também que iria lançar 18 bolsas para cientistas climáticos estrangeiros de modo a atraí-los para França.


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