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O programa Casa Eficiente, uma linha de financiamento com «condições muito favoráveis», deverá estar em funcionamento até ao final do semestre com vista a intervenções de melhoria do desempenho ambiental, segundo a Confederação da Construção e do Imobiliário (CPCI).


Em resposta à Lusa, o presidente da CPCI, promotora do programa, explicou que a linha de financiamento disponibilizará «acesso a empréstimos em condições muito favoráveis» para «obras de melhoria do desempenho ambiental das casas e edifícios maioritariamente habitacionais».

Ao programa, que aguarda aprovação do Banco Europeu de Investimento (BEI), poderão recorrer todos os proprietários, «independentemente da sua dimensão e localização geográfica», pelo que fica abrangida a maioria dos particulares, dos condomínios e das empresas, segundo Reis Campos.

O responsável recordou que o Governo inscreveu no Plano Nacional de Reformas numa primeira fase a meta de envolver 100 mil habitações e 200 milhões de euros, mas é objectivo «massificar o acesso a estes instrumentos de financiamento» para «alargar o âmbito da reabilitação urbana» à generalidade do país e «envolvendo também entidades como pequenos proprietários».

A CPCI, juntamente com os ministérios envolvidos, definirá e implementará a «orientação estratégica» do programa Casa Eficiente, enquanto com o apoio técnico de entidades como a ADENE (Agência para a Energia), a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) ou a EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres), criará o Portal Casa Eficiente.

Este portal funcionará como um balcão virtual, no qual poderão dar entrada as candidaturas e serão disponibilizadas informações como o tipo de obras financiadas, as poupanças estimadas ou as empresas habilitadas para os trabalhos.


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