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Passam hoje seis anos sobre o sismo de grandes dimensões que atingiu uma zona do Japão e que provocou um grave acidente na Central Nuclear de Fukushima


Texto: José Alex Gandum

O custo directo do acidente de Fukushima excede já os 80 mil milhões de euros, o dobro da estimativa inicial do governo japonês. E ainda se crê que haverá mais de 900 mil toneladas de água radioactiva bombeada do subsolo com o objectivo de reduzir a poluição.

A radiação hoje ainda excede em muito os níveis aceitáveis e descargas radioactivas continuam a ocorrer. Os níveis de radiação são 20 vezes superiores ao permitido em áreas não poluídas, e as descargas de águas radioactivas continuam a poluir o mar, afectando seres marinhos e não só.

Cerca de 50o mil pessoas recusaram-se a voltar para as  suas casas devido à falta de garantias e aos altos níveis de radioactividade no solo, mesmo rejeitando as recompensas de mais de seis mil euros oferecidas para o regresso das pessoas.

Os reactores 1, 2 e 3 têm o acesso interdito pois a exposição á radiação que deles emana seria fatal em poucos segundos. Inclusive, os três robôs introduzidos no reactor 2 para obterem imagens foram destruídos por radiação após algumas horas.

Neste estado de coisas, e seis anos após o acidente, não se sabe como e quando se pode continuar a desmantelar os reactores na ausência de garantias técnicas, de tal modo que se pondera renunciar ao desmantelamento e cobrir os reactores com os denominados sarcófagos de concreto até a radioactividade diminuir o suficiente, o que pode demorar centenas de anos.

O desastre nuclear de Fukushima-Daiichi, ocorrido em 11 de Março de 2011, veio confirmar que a energia nuclear é muito perigosa, suja e muito cara para uso posterior, segundo os especialistas e os movimentos anti-nucleares que já existiam e os que nasceram na altura do acidente, e que hoje continuam a reclamar o fecho de todas as centrais nucleares.

No dia de hoje, e um pouco por todos os países que possuem centrais nucleares em funcionamento, há concentrações e manifestações de pessoas e movimentos que reivindicam o fecho definitivo de todas as centrais nucleares. Mesmo sem centrais deste género, Portugal está empenhado em determinar o fecho da Central de Almaraz, a 100 km da fronteira portuguesa, facto que tem sido vastamente noticiado nos últimos meses.


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