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A eficiência energética nos edifícios tem implicação positiva na redução das emissões de CO2 e na redução do consumo de petróleo. No entanto, há que mudar as mentalidades, dizem os especialistas.


Texto: José Alex Gandum


Reduzir as emissões de CO2 e evitar que as temperaturas aumentem mais do que 2 graus centígrados até ao final do século implica a aplicação de novas tecnologias, especialmente em edifícios, os quais, juntamente com os transportes e a indústria, são a primeira fonte de poluição. Mas os especialistas colocam a questão: "como é possível mudar hábitos enraiados nas pessoas há muitos anos?". O design inteligente parece ser uma das soluções.


Juliana Qiong Wang, economista de energia e membro do Instituto Yale de Energia do Clima e Energia da Universidade de Yale, nos EUA, refere que «o futuro está no design inteligente, com questões simples, como, por exemplo, onde colocar o frigorífico, se voltado para norte ou para o sul, ou como redireccionar o calor gerado pela casa, nomeadamente através deste equipamento, pois pode conseguir-se uma troca de calor com o objectivo de que a casa use a sua própria energia».


Mas isto exige uma mudança de mentalidade e uma maior consciencialização pública, além de políticas e tecnologias adequadas para uso público e privado, para reduzir o consumo de energia e melhorar a eficiência energética dos edifícios.


Wang adianta que «a comunidade científica e os políticos devem concentrar-se na causa do sector da construção porque, de acordo com os cálculos aerodinâmicos, o arrefecimento de uma casa em apenas um grau gastará três vezes mais energia do que o seu aquecimento, pois a humidade é um factor com muito peso».


De acordo com um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA), na Europa mais de um quinto do consumo de energia e mais de 45 milhões de toneladas de CO2 podiam ser evitadas até 2020 com a implementação de regulamentos mais ambiciosos para edifícios antigos e novos.


Para a Agência Internacional de Energia (IEA), o sector da construção é um dos sectores mais efectivos em termos de custos para reduzir o consumo de energia. «As economias de energia são estimadas em 1,5 milhões de toneladas equivalentes de petróleo até 2050», anunciou Jens Laustsen, analista sénior da política energética da IEA.


Reduzir a demanda global de energia e melhorar a eficiência energética em edifícios poderia reduzir significativamente as emissões de CO2 no sector da construção com uma possível mitigação de 12,6 giga toneladas de emissões de CO2 até 2050.


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