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A Economia Circular é cada vez mais uma aposta por parte de empresas e entidades.


A Comissão Europeia estima que as medidas de prevenção de resíduos, ecodesign, reutilização e outras acções “circulares” possam vir a gerar poupanças líquidas de cerca de 600 mil milhões de euros às empresas da UE (cerca de 8% do total do seu volume de negócios anual), criando 170.000 empregos directos só no sector da gestão de resíduos, viabilizando uma redução de 2 a 4% das emissões totais anuais de gases de efeito de estufa.

Em termos gerais, no âmbito da Economia Circular, a implementação de medidas adicionais para aumentar a produtividade dos recursos em 30% até 2030 poderá aumentar o PIB em cerca de 1%, criando simultaneamente mais de 2 milhões de postos de trabalho em comparação com a manutenção do cenário da situação actual, segundo a Comissão Europeia.

Neste sentido, o ISQ «estará presente, em maio, como formador, na sessão sobre Economia Circular, no âmbito das Fibrenamics Innovation Session - uma iniciativa de formação avançada da Plataforma Internacional Fibrenamics, da Universidade do Minho, que tem como objectivo juntar profissionais de várias áreas, de forma a agregar diferentes experiências e a potencializar a geração de conceitos inovadores». 

Este ciclo formativo inovador pretende chegar a técnicos e gestores de empresas de todas as dimensões e sectores de actividade, associados ao design de produto e de materiais, e outros técnicos das áreas de inovação e I&D.

Segundo o Presidente do ISQ, Pedro Matias, «o ISQ irá focar esta acção de formação no conceito da economia circular, seus pilares e modelos circulares; passando depois aos desafios que se colocam à sua implementação; apresentará a ferramenta ReSOLVE - framework para a Economia Circular, finalizando com casos práticos de implementação da economia circular, incluindo a ligação à Industria 4.0».

Isto porque «a Economia Circular e a Industria 4.0 têm uma ligação simbiótica, sendo que a principal característica desta quarta revolução industrial é a integração de processos, produtos e serviços, através da utilização massiva e intensiva da internet, sensores e inteligência artificial, o que vem permitir a optimização da eficiência energética, fiabilidade e disponibilidade de produtos e serviços», refere Pedro Matias, presidente do ISQ.

De acordo com o ISQ, «a criação de indústrias 4.0 contribui para uma Economia Circular, uma vez que esta incentiva a utilização e criação de tecnologias que permitem a transformação de modelos de negócio, próprios da 4ª revolução industrial. A Economia Circular propõe por sua vez uma intervenção completa nos ciclos de vida dos produtos e serviços, melhorando a qualidade e optimizando a eficiência, disponibilidade e confiança nos mesmos, o que requer a criação de um maior número de indústrias 4.0».

«De recordar que a economia circular se insere na estratégia de actuação do ISQ. O grupo tem uma forte experiência na área de I&D neste domínio, tendo lançado recentemente o projecto Alentejo Circular», sublinha Pedro Matias.

Trata-se de uma parceria entre o Grupo ISQ e a Universidade de Évora (UE) que tem como objectivo sensibilizar e mobilizar os agentes económicos do Alentejo nas fileiras do azeite, vinho e suinicultura para a adopção do modelo da economia circular e seus benefícios.


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