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Angela McGinlay é, desde Junho, a nova Directora-Geral da Daikin Portugal, sucedendo a Christophe Mutz no cargo. Em entrevista à nossa revista, a responsável assegura que uma das suas prioridades será manter o rumo de crescimento. E isto, garante, faz-se com a aposta em «serviços e produtos de qualidade», seja nos segmentos industrial e comercial seja no doméstico. Para Angela McGinlay, a formação é essencial e esta é igualmente uma prioridade da marca. Para lidar com a crise económica, que ainda se sente não só na Europa como no país, a Directora-Geral da Daikin, considera essencial «o trabalho de equipa», a todos os níveis. A responsável realça ainda o reconhecimento da Casa Branca, através da Administração Obama, à Daikin, «pelo seu compromisso e contributo na redução das emissões de gases com efeito de estufa». Recorde-se que Angela McGinlay chega à liderança da empresa em Portugal, depois de ter assumido várias responsabilidades na Daikin Europa, em Bruxelas, e na Daikin Reino Unido.


Entrevista_Ana Clara

Foto_ José Alex Gandum

 O Instalador – Está desde Junho à frente da Daikin Portugal. Quais são os seus principais objectivos para este novo desafio e o que pode o mercado esperar da empresa em 2016 e nos próximos anos no âmbito do sector do AVACR – Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração?

 AngelaMcGinlay – Um dos nossos principais objectivos passa por continuar a crescer. Crescer é algo muito importante para nós e para o mercado em que actuamos. Isto será essencial para sedimentar o nosso trabalho nos próximos anos. Queremos alcançar esse objectivo prestando excelentes serviços aos nossos clientes. Para nós, o caminho centra-se na prestação de serviços e produtos de alta qualidade em todas as áreas, desde o aquecimento, arrefecimento, ventilação e refrigeração, bem como chillers e unidades de tratamento de ar. Queremos também oferecer aos nossos clientes as soluções que melhor servem as suas necessidades. Queremos que eles vejam na Daikin a solução para o que precisam. Queremos igualmente ser competitivos também a nível de preços e igualmente prestar o melhor serviço de pós-venda, ajudando todos os actores desse processo que trabalham connosco. E dou-lhe um exemplo: temos inúmeras soluções integradas ao dispor dos nossos clientes. Se o fizermos com qualidade isso também define as escolhas que fazemos e a qualidade do serviço Daikin. E, quem nos escolhe, sabe que faz uma boa opção.

 Essa linha de aposta é essencial para a Daikin, sobretudo ao nível dos clientes e qualidade dos produtos?

 Sim, claramente. Queremos continuar a abranger todas as áreas do mercado AVACR, seja para construção, na reabilitação, seja em soluções industriais, comerciais ou domésticas. Queremos que os portugueses continuem a escolher a Daikin.

 Em relação a novos produtos, haverá novidades este ano?

 A nossa estratégia incide numa constante aposta no desenvolvimento de novos produtos. Isso faz parte daquilo que somos, do nosso ADN. E claramente queremos continuar a apostar fortemente no desenvolvimento de novos produtos, soluções e tecnologias de reduzido impacto ambiental. Iremos continuar a manter a nossa estratégia não só apostando em novos produtos como também complementando as soluções que temos. Exemplo disto é a recente aquisição do grupo Zanotti, empresa de renome no sector da refrigeração, que muito irá contribuir para que possamos ter uma presença mais abrangente e fortalecida neste sector. Fomos pioneiros no lançamento de uma gama completa de equipamentos de ar condicionado da série residencial a operar com o fluido frigorigéneo de futuro R-32, tendo um GWP que é cerca de 1/3 do R410A,  pretendemos agora  estender a mais linhas de produtos.

 A tecnologia é outra das marcas Daikin. Quais são as apostas futuras?

 Na Daikin criamos produtos eficientes e soluções de futuro. Faz parte da nossa natureza, enquanto estrutura organizativa e de trabalho, inovar e ser ao mesmo tempo eficiente. É isso que fazemos também em termos de tecnologia. E queremos que o mercado faça parte desta estratégia. Esta é uma prioridade para nós. Realçava ainda o reconhecimento da Casa Branca, através da Administração Obama, à Daikin, pelo seu compromisso e contributo na redução das emissões de gases com efeito de estufa, e com as medidas efectivas levadas a cabo por nós, destacando-se o facto de termos libertado para o mercado diversas patentes em torno do R-32, ao todo cerca de 93, para que outros fabricantes de ar condicionado pudessem também eles usufruir destas tecnologias de futuro

 A formação é outra área em que a Daikin se centra.

 Sim, a formação é essencial para nós. Queremos sempre ter connosco os melhores profissionais do sector. Por isso damos muita importância à formação no âmbito dos nossos produtos, soluções e ferramentas de selecção e diagnóstico. Pois sabemos que não basta somente termos um bom produto, este tem que ser bem projectado, bem, instalado e correctamente assistido. Sem isso, os nossos produtos não brilham. Se não houver um bom projecto e uma boa instalação, não haverá bom produto ou solução. Por isso iremos continuar a apostar em acções de formação – direccionadas para colaboradores e para os nossos parceiros – em Lisboa e no Porto. É muito importante, para a Daikin, estar próxima dos seus parceiros e no que concerne aos seus colaboradores, existe um permanente investimento na sua formação no sentido de  dotá-los das máximas competências, conhecimentos e recursos

 A crise económica provocou graves problemas não só na Europa, como em Portugal em vários sectores, entre eles, a Construção, e, por consequência, o AVAC. Como olha actualmente para o sector em Portugal e o que perspectiva para o futuro?

 É um facto que, por toda a Europa, a crise económica teve um impacto muito forte em muitas áreas, que ficaram mais frágeis. Portugal não foi excepção. Contudo, começamos a assistir a sinais positivos no mercado português, com alguma retoma. E também no sector onde actuamos. Mas para que o esforço seja compensador, precisamos apoiar o sector e trabalhar juntos. Esta é uma vertente importante: trabalhar em conjunto. Penso que neste momento, o grande valor para o mercado e o impulso para crescer, é trabalhar em equipa nas melhores soluções. Portugal precisa fazer isso. Um dos desafios poderia passar por uma maior dinamização de soluções integradas em edifícios.

 E acha que esta crise vai demorar a passar?

 Acho que a conjuntura vai melhorar mas penso que não será um crescimento rápido. Volto a insistir: é essencial para que a retoma de vários sectores se dê que haja também mais confiança, condições de trabalho mais estáveis e inovar, inovar no nosso mercado. Há agora um novo problema, com o Brexit, que poderá atrasar ainda mais o desenvolvimento económico na Europa, que não estava ainda estável, mas é uma matéria na qual não quero estar a especular

 Portugal está a apostar cada vez mais na reabilitação urbana. Com o sector da Construção em crise, considera que esta pode ser uma oportunidade para o mercado do AVAC?

 Sim, sem dúvida. Esta é uma área muito importante para o mercado. E pode ajudar muito. É certo que precisamos de ver mais efeitos práticos, mas também com a contínua aposta nas energias renováveis, na criação de tecnologia eficiente e no fabrico de soluções sustentáveis, é possível ajudar o mercado e as empresas. Tudo isto é igualmente decisivo para atrair mais investimento e ajudar a economia, porém seria também importante a criação de incentivos fiscais, para produtos que usam energias renováveis e que sejam de elevada eficiência energética.

 Neste novo caminho que agora começa, quais considera serem os grandes desafios para a Daikin?

 Queremos ser os melhores no mercado, sempre com a ideia de competitividade e trabalho associadas. Quero que a Daikin seja igualmente um bom sítio para trabalhar, queremos crescer e queremos ter os melhores produtos do mercado e a gama mais completa de soluções e serviços. Além disso há igualmente um novo desafio, o das soluções digitais, que é essencial fortalecer, ao nível do desenvolvimento de soluções integradas, controlo remoto de equipamentos e instalações, diagnóstico remoto, acesso permanente à informação e documentação mais recentes, etc., e tudo isso, permitirá igualmente melhores profissionais, consolidação das parcerias e fidelização à marca. Queremos fornecer a gama mais ampla e completa de produtos e serviços, em todas as áreas.

 O trabalho de equipa é uma das suas bandeiras…

 Certamente. Essa é uma mensagem que passarei constantemente. A equipa é mais forte se trabalhar em conjunto do que sozinha. E é isso que também cria um mercado forte.

*Artigo publicado na edição de Julho/Agosto de 2016 da revista O Instalador

                                  


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