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«A quantidade que existe de lixo de pequenas dimensões é muitíssima, porque resulta em grande parte da fragmentação dos objectos maiores que andam na água há muito tempo e vão ficando quebradiços», transformando-se em «incontáveis partículas» de dimensões muito reduzidas e «muito difíceis de remover», garante a investigadora Paula Sobral do MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.


Paula Sobral falava à agência Lusa a propósito da I Conferência Portuguesa sobre lixo marinho, promovida pela Associação Portuguesa de Lixo Marinho (APLM) e pelo MARE, que decorrerá entre esta quinta-feira e sábado, na Faculdade de Ciências de Lisboa.

O lixo marinho consiste numa «ampla variedade de materiais», como plástico, metal, madeira, borracha, vidro, têxteis e papel, e constitui uma «ameaça de dimensões globais, com efeitos negativos em inúmeras espécies de peixes, mamíferos marinhos, aves e tartarugas», segundo os investigadores.

Mas a maior prevalência é o plástico, porque é uma matéria que se degrada «muito lentamente e dura muito tempo no oceano», explicou Paula Sobral.

Os investigadores alertam para os «impactos estéticos, económicos e sociais» do lixo marinho, uma vez que, por acção das correntes marítimas, ondas, ventos e águas da chuva, pode viajar grandes distâncias.

Segundo Paula Sobral, «a maioria do lixo que circula no oceano provém das actividades que são desenvolvidas em terra, sendo transportado pelos rios» até ao mar.

O lixo marinho tem uma distribuição global no ambiente, sendo que, em termos de proporção, 15% é encontrado nas praias e nas zonas costeiras, 15% à superfície e na coluna de água, e os restantes 70% estão longe da vista, no fundo do mar.

O tempo de degradação do lixo marinho é variável, sendo muito elevado no caso do plástico ou do vidro.


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