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Começou ontem a IV edição da Semana da Reabilitação de Lisboa, que se prolonga até dia 2 de Abril. Na Sessão de Abertura marcaram presença Fernando Medina, edil lisboeta, e António Costa, Primeiro-Ministro.


Texto e Foto: José Alex Gandum

António Gil Machado, director da 'Vida Imobiliária', principal promotora da Semana da Reabilitação Urbana, deu as boas-vindas a António Costa, Primeiro-Ministro, a Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e a Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.

Precisamente, para Reis Campos, a fileira da construção em Portugal vive quase exclusivamente da reabilitação urbana, em especial nas cidades de Lisboa e do Porto. E isso permitiu recuperar muitos empregos e muitas empresas no sector da construção e dos sectores a ela ligados a que dela dependem. E os sinais continuam a ser encorajadores, segundo o responsável, pois ainda há muito para reabilitar nas cidades.

Fernando Medina focou a sua intervenção no apelo à Classe Média para a cidade, pois, e segundo o edil, «não há forma de assegurar um investimento contínuo sem desenvolver um forte pilar nas políticas públicas para a atracção da Classe Média».

O responsável enumerou depois as condições que têm que ser observadas: a primeira é «estimular e dar confiança aos investidores»; a segunda é «uma aposta no transportes públicos com o objectivo de melhorar a mobilidade na cidade»; a terceira é que «o dinamismo neste momento no imobiliário seja compatível com as necessidades da cidade»; e a quarta «a criação de políticas públicas de acesso à habitação».

António Costa, na qualidade de governante mas também de antigo autarca de Lisboa, referiu que «há sete programas de candidaturas já em execução no terreno» e «quatro instrumentos em fase de conclusão: o IFRU, o Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado, a chamada 'Casa Eficiente', e «um programa de tradução concluído no Ministério das Finanças que visa criar um instrumento de investimento privado, nomeadamente estrangeiro».

«O conjunto destes instrumentos é absolutamente essencial para continuar a reabilitar o sector», frisou o governante, acrescentando que «embora mesmo sem estes instrumentos o mercado tem vindo a crescer a um ritmo muito grande». António Costa referiu ainda que «esta é uma oportunidade de crescimento sustentado para todo o sector».

«A Reabilitação Urbana é essencial para dar vida às cidades mas sem a dinâmica das cidades não há reabilitação urbana», prosseguiu o Primeiro-Ministro, mencionando que «as cidades têm que manter a sua autenticidade e a sua dinâmica, isto é, vida própria e vida com os seus habitantes, porque ninguém visita cidades que não têm uma identidade».

António Costa destacou, depois, o turismo, o qual «já representa 15% das nossas exportações», e que «já não é só de Sol e praia, mas também de outras realidades, como congressos e urbano», dando o exemplo de Lisboa e Porto. Rematou com o facto de que «é necessário preservar a identidade para termos investimento, e isso é um esforço que exige a participação de todos».


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