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Após estudos, chegou-se à conclusão que a massa de gelo neste ponto do globo começou a diminuir em 1997, devido a um aumento de temperatura inesperado.


Texto: Revista O Instalador

Foto: José Alex Gandum

A diminuição da massa de gelo que se estende ao longo das costas da Gronelândia começou em 1997 devido a um aumento de temperatura que fez com que a água corresse na direcção do mar em vez de congelar. Com 100.000 Km2 (um pouco mais que o território português), as camadas de gelo em torno dos chamados bordos da Gronelândia representam a maior superfície glaciarizada a seguir à Antárctida. É uma camada de gelo com dezenas de metros de espessura capazes de absorver a água do degelo do Verão. No Inverno a água é novamente congelada fazendo a massa total permanecer mais ou menos estável durante todo o ano.

No entanto, o aumento das temperaturas está desequilibrar este ciclo natural. A quantidade de água de fusão é tão grande que a neve prensada fica totalmente saturada com a água de fusão do recongelamento. Isso significa que a nova água do degelo não pode ser absorvida pela neve, correndo assim para o mar.

Estão a ser criados vários modelos de estudo para perceber a dimensão da alteração dos gelos. Ainda não se chegou a uma conclusão precisa, mas sabe-se que é impossível repor algumas das situações de milhões de anos. O degelo nos bordos da Gronelândia poderão vir a afectar o clima com implicações na fauna e no nível da água do mar, o que vai afectar países com baixas margens costeiras, como a Holanda ou alguns dos países nórdicos.


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