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O relatório "Obras Susceptíveis de Conter Solos Contaminados", realizado pela Câmara de Lisboa, revela que não foram detectados problemas em empreitadas da autarquia, mas indica que isso se verifica no Campo das Cebolas e no Parque das Nações.


Em meados de Janeiro deste ano, o Executivo camarário aprovou uma moção apresentada pelo PSD que incumbia os serviços de, em 30 dias, procederem ao «levantamento e inventariação de todas as obras que decorrem na cidade susceptíveis de envolver movimentação de solos contaminados».

O relatório desse levantamento, agora enviado à oposição e a que a Lusa teve acesso, aponta que «os vários serviços municipais da Direcção Municipal de Projectos e Obras informaram que não foram detectados solos contaminados em obras que estejam a ser executadas por iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa».

«Mais informaram que a única obra em que os serviços municipais tiveram conhecimento da existência de solos contaminados foi na obra de demolição das antigas instalações da firma Justino Bessa & Filhos, Lda., onde funcionava o antigo posto de abastecimento da REPSOL no Lumiar, na Rua Alexandre Ferreira», assinala o documento.

Recorde-se que em meados de Janeiro, moradores da freguesia do Parque das Nações denunciaram um cheiro a gás proveniente da construção do parque de estacionamento subterrâneo do hospital CUF Descobertas.

Num memorando enviado ao município na mesma altura, o grupo José de Mello Saúde explicava que foram encontrados - e depois encaminhados para aterros - solos contaminados classificados como perigosos (6.030 metros cúbicos) e não perigosos (4.381 metros cúbicos), dependendo da concentração de hidrocarbonetos, uma vez que ali existiu uma refinaria.


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