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Cientistas internacionais que analisaram a Base de Dados global sobre poluição por ozono esperam fornecer aos administradores de saúde pública uma melhor ideia das tendências de exposição para a saúde humana


Texto: José Alex Gandum
Gráfico: Relatório de Avaliação do Ozono Troposférico

Uma nova avaliação do ozono troposférico revela que mais de uma dúzia de dias por ano persistem níveis que excedem os padrões de saúde. Esta é uma conclusão baseada no Relatório de Avaliação do Ozono Troposférico (TOAR), uma iniciativa do Projecto Internacional de Química Atmosférica Global, com o objectivo de criar uma base de dados de observações do ozono superficial mais completo do mundo, já que se baseia em todas as estações de monitorização de ozono disponíveis. O documento foi publicado na última Segunda-feira na revista Elementa: Science of the Anthropocene.


O ozono troposférico ou superficial é um poluente de gases de efeito de estufa e ar que, em níveis elevados, prejudica a saúde humana e a produtividade das culturas e dos ecossistemas. O ozono ao nível do solo é um poluente secundário, o que significa que não é emitido directamente, mas é formado quando a luz solar desencadeia reacções entre as emissões químicas naturais e as provocadas pelo homem, conhecidas como gases precursores de ozono.


As emissões provocadas por veículos, centrais eléctricas a carvão, indústrias variadas e outras actividades humanas são as principais causas do ozono superficial. No entanto, o conjunto de dados de ozono limitados e dispersos deixaram os cientistas incapazes de responder as questões básicas sobre a distribuição e as tendências de poluição do ozono em muitas partes do mundo. Por exemplo, em que regiões as pessoas enfrentam o mesmo problema? Onde há maior exposição ao ozono? Em que medida o ozono está a aumentar nos países em desenvolvimento? E será que os regulamentos da qualidade do ar reduziram os níveis de ozono nos países desenvolvidos?


A Base de Dados TOAR de medidas de ozono superficial está agora disponível para o público e pode ser usado por cientistas e responsáveis políticos de todo o mundo para quantificar os impactos do ozono na saúde humana e na vegetação. O TOAR é uma iniciativa do Projecto Internacional Global de Química Atmosférica, como apoio da NOAA, Forschungszentrum Julich e da Organização Meteorológica Mundial.


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