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O Governo criou um grupo de trabalho para avaliar até 31 de Maio a aplicação dos incentivos fiscais para a redução do consumo de sacos plásticos e outros produtos de base plástica descartável de origem fóssil.


Segundo um despacho publicado em Diário da República, o grupo de trabalho deve apresentar um relatório com propostas concretas e fundamentadas de medidas até final de Maio aos ministros da Economia e do Ambiente, refere um despacho publicado em Diário da República. 

O grupo de trabalho é coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), adianta o despacho assinado pelos secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, do Ambiente, Carlos Manuel Martins, e o secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Santos Ferreira. 

Será constituído por um representante da APA, da Direcção-Geral das Actividades Económicas, da Direcção-Geral do Consumidor, da Agência Nacional de Inovação e da Autoridade Tributária e Aduaneira. 

Como missão, o grupo de trabalho tem de «avaliar a aplicação dos incentivos fiscais associados à redução do consumo de sacos plásticos e a sua aplicabilidade a outros produtos de base plástica descartável de origem fóssil». 

Nesse sentido, terá de proceder ao «diagnóstico da aplicação das medidas de fiscalidade», avaliar o impacto económico, fiscal, social e ambiental das medidas propostas, incluindo os prazos de execução, «mediante a ponderação da interacção de vários factores», como a concepção de produtos, a inovação tecnológica, a eficácia dos processos de reciclagem, o impacto nos custos de produção e na competitividade dos sectores em causa, o comportamento do consumidor e dos modelos de negócio circulares. 

No âmbito dos seus trabalhos, o grupo terá de consultar o Centro tecnológico da indústria de moldes, ferramentas especiais e plásticos, o Instituto de Materiais de Aveiro, a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental, a Associação Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros. 

Deverá também consultar a Confederação Empresarial de Portugal, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, a Associação Empresarial de Portugal, a Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal e a Plastval - Valorização de Resíduos Plásticos. 

A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza e a DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor são outras organizações que devem ser consultadas. O Grupo de Trabalho pode ainda consultar, «caso se revele necessário», entidades gestoras de fluxos específicos de resíduos relevantes, os Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos e os operadores económicos de tratamento de resíduos e de incorporação de materiais reciclados de resíduos de plástico, adianta do despacho.


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