218820160    oinstalador@gmail.com

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) vai utilizar drones, com características específicas, para monitorizar espécies e avaliar ecossistemas, permitindo chegar a áreas remotas e aumentar o grau de rigor, afirmou recentemente o presidente da organização.


«É uma proposta inovadora para utilizar drones na conservação da natureza, sobretudo na monitorização das espécies e na avaliação do estado dos ecossistemas», que espera conseguir uma parte da verba necessária, ainda em falta, avançou à agência Lusa Tito Rosa.

O responsável explicou que este equipamento «não é utilizado em Portugal ainda nesse campo e pode, por exemplo, fazer o seguimento de animais libertados como os linces ou as águias, que são marcados».

Os drones, que serão desenvolvidos especificamente para este efeito, «têm a vantagem de, em áreas remotas, serem muito mais eficazes que os telemóveis», acrescentou.

Os ambientalistas pretendem também testar outras vantagens deste método, como a contagem das espécies, ou os censos das populações ameaçadas, «agora feitos com métodos com algum grau de erro».

«Com este aparelho, podemos ter uma melhor visualização, identificar os animais com maior grau de rigor, além de ser possível fazer voos nocturnos», realçou o presidente da Liga LPN.

Tito Rosa esclareceu ainda que os drones voam a grandes altitudes e não prejudicam os voos das aves.

O projecto para a utilização dos drones envolve cerca de um milhão de euros e foi aprovado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), que contribuiu com 85% do total, mas ainda falta a participação da LPN na qualidade de entidade promotora.

Os aparelhos vão ser operados pela GNR, «portanto num quadro de segurança», e a uma altitude que não a dos drones mais comuns, além de integrarem soluções tecnológicas relacionadas com os motores, para serem silenciosos, explicou o presidente da LPN.


Bootstrap Image Preview Bootstrap Image Preview