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O ISQ acaba de renovar o contrato de QA/QC (Quality Assurance/Quality Control) com a F4E, em vigor desde Dezembro de 2015, cujo valor global poderá atingir os 7,5 milhões de euros.


A F4E é a organização que gere a participação da CE, Suíça e China naquele que é o maior projecto de investigação científica internacional da actualidade e que pretende revolucionar a produção de energia no mundo.

No sul de França, 35 países colaboram na construção do maior tokamak alguma vez projectado que possui um custo estimado de 13 mil milhões de euros. Este equipamento permitirá demonstrar a viabilidade da produção de energia através da fusão nuclear em grande escala, livre de emissões de carbono.

Os membros do ITER, União Europeia, China, Rússia, India, Japão, Coreia e Estados Unidos conjugaram esforços para atingir uma das mais importantes fronteiras da ciência: reproduzir na Terra a energia que alimenta o Sol e as estrelas. Portugal, através do ISQ, participa assim no maior investimento científico da actualidade.

Este projecto, com duração prevista de 35 anos, tem como objectivo construir um equipamento experimental com início dos testes previsto para 2025 e entrada em funcionamento em 2035.

«A participação do ISQ no ITER tem como base a presença assídua do grupo português em projetos internacionais de vanguarda e sobretudo na sua valia técnica e experiência», sublinha o presidente do ISQ, Pedro Matias.

O ISQ tem desenvolvido trabalho no projecto ITER com uma equipa permanente composta por 17 técnicos, entre portugueses, chineses e espanhóis. Possui ainda uma bolsa de técnicos para spots (trabalhos de curta duração).

O ISQ está também presente noutros projectos científicos internacionais como é o caso do CSG (Centre Spatial Guyanais), Kourou, onde participa nas áreas da Segurança e da Qualidade (QA/QC) nas actividades de preparação e lançamento dos foguetões VEGA, Soyus e Ariane 5.


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