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Uma pradaria marinha que tinha desaparecido na Arrábida está novamente a crescer após uma intervenção do projecto científico Biomares, coordenado pela Universidade do Algarve (UAlg), que há 10 anos iniciou a replantação daquele “jardim” subaquático.


A pradaria que cobria o fundo do mar na zona do Portinho da Arrábida, integrada no Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, desapareceu sobretudo devido à apanha de bivalves com ganchorra e aos sistemas de ancoragem que eram usados pelas embarcações, originando também a fuga da fauna que ali se abrigava.

Apesar de ser um processo lento – a pradaria inicial tinha aproximadamente 10 hectares -, graças ao transplante de ervas marinhas colhidas na Ria Formosa e no Estuário do Sado, já se conseguiu restabelecer uma pradaria com 100 metros quadrados e a área voltou a ganhar vida, explicou à Lusa a coordenadora do projecto.

«Originalmente, a pradaria já foi muito grande e consegue-se ver isso através de imagens aéreas da região», observou Ester Serrão, sublinhando que é muito diferente mergulhar numa pradaria marinha, que serve como habitat e “infantário” para várias espécies, do que mergulhar num local em que só existe areia no fundo.

Segundo a investigadora, a plantação assemelha-se muito às técnicas usadas na agricultura, mas só que é feita debaixo de água: os mergulhadores colhem as plantas num local, transportam-nas cuidadosamente, o mais refrigeradas possível, e voltam a plantá-las na água, no novo habitat.

«É uma espécie de agricultura marinha, foi preciso muito trabalho para conseguir uma pequena área plantada», referiu Ester Serrão.


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