218820160    oinstalador@gmail.com

O comissário europeu Carlos Moedas desafiou os cientistas a «não terem medo de gritar pela ciência» e a manifestarem-se, porque «sem ciência não há paz, não há democracia e não há futuro».


O comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, foi um dos participantes na “Marcha pela Ciência”, uma iniciativa que decorreu em Lisboa e em muitas outras cidades do mundo para apoiar e celebrar o papel da ciência na sociedade.

A marcha juntou em Lisboa centenas de pessoas, na maior parte jovens, que percorreram algumas ruas da cidade até ao Largo do Carmo, onde Carlos Moedas, entre outros participantes, enalteceu a ciência que se faz na Europa e disse que em dois anos e meio como comissário nunca viu cientistas a manifestarem-se à sua porta em Bruxelas.

Mas no mesmo período viu «a melhor ciência do mundo feita na Europa», em que se obteve a primeira vacina contra o ébola, um feito quase ignorado, e viu um europeu a descobrir novos planetas, algo que a imprensa atribuiu à NASA (agência espacial norte-americana), lamentou.

O responsável assistiu a demonstrações de tolerância através da ciência, que junta, por exemplo, israelitas e palestinianos, mas também ao desacreditar da ciência por parte dos que defendem a «era da pós-verdade», como disse aos presentes no Largo do Carmo, concluindo: «não se esqueçam de que fazemos a melhor ciência, que somos os melhores».

A marcha, de acordo com Gil Costa, cientista e um dos organizadores, serviu para mostrar solidariedade para com países «onde os decisores políticos são uma ameaça para a comunidade científica» e decorreu em mais de 50 cidades, sendo «a maior manifestação de sempre de apoio à ciência».


Bootstrap Image Preview Bootstrap Image Preview