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Esta quarta-feira discutiu-se o futuro da indústria - ou o surgimento da indústria 4.0 - em Portugal. Em conferência, o presidente da AiSEt afirmou que a Península de Setúbal prepara-se para ser a próxima zona industrial de referência, aplicando o conceito de “smart factory”.


Realizou-se a 14 de Setembro, no Museu Industrial – Parque Industrial da Baía do Tejo, a conferência “Indústria 4.0”, uma iniciativa da AiSEt, em conjunto com os associados promotores Introsys, Volkswagen Autoeuropa e Siemens.

Este evento teve como objectivo «desmistificar o conceito de indústria 4.0, pretendendo discutir a crescente digitalização dos processos de criação, gestão e produção», avança a organização.

Esta nova metodologia coloca níveis superiores de interconectividade e controlo de toda a cadeia de valor dos produtos, por forma a responder à crescente individualização dos mercados mundiais (just in time customization) e proporcionar a geração de maior valor acrescentado.

Na cerimónia de abertura, o Presidente da AiSEt, Antoine Velge, referiu que a associação «tem como estratégia a promoção e dinamização da indústria da península de Setúbal, fomentando a densificação do seu tecido industrial e a qualificação dos seus agentes».

Este organismo tem como grande objectivo que a Península de Setúbal se torne numa zona industrial de referência e num «espaço de excelência para a indústria, dinâmico e competitivo, capaz de atrair investimento e criação de emprego para a coesão social», refere Antoine que se propõe a contribuir para o desenvolvimento sustentável da região.

Nas palavras do presidente, o Barreiro, outrora palco de uma revolução industrial em pleno século XX, prepara-se hoje para a «4ª revolução industrial, ou industria 4.0» que diz que “a chave do sucesso” está no conceito de smart factory.

O CEO da Introsys, Nuno Flores, um dos intervenientes desta conferência, referiu que a empresa já tem pontos de contacto com este tipo de inovação (4.0) há algum tempo que: «o primeiro ponto de contacto da Introsys com a inovação 4.0 é o de colocarmos a funcionar robôs. Grande parte do nosso trabalho é meter a trabalhar as máquinas que são instaladas na indústria automóvel. Somos uma das empresas que trabalha a integração dos robôs em chão de fábrica. A forma como integramos o robô é típico de uma indústria 4.0, recorrendo a software e mecanismos de inteligência artificial».

A produção de veículos autónomos, como o drone Hexacopter, que tem a capacidade de identificar a quantidade de produtos existentes numa prateleira, ou o 3D Priting são mais dois exemplos que o CEO da Instrosys referiu como pontos de contacto da empresa com a indústria 4.0.

Antoine Velge finalizou a cerimónia lançando um desafio: dar a conhecer o que já se pratica no nosso país e o caminho a seguir.

A conferência “Industria 4.0”, na Península de Sétubal, teve como painel de oradores Nuno Flores - CEO da Introsys, Miguel Sanches – CEO da Volkswagen Autoeuropa e António Mira – CEO Siemens Portugal, e moderação a cargo de Ana Martins. 


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