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Conferência teve lugar em Viena, Áustria, nos dias 28 e 29 de Abril, e contou com mais de 1000 especialistas de todos os continentes.


A disseminação da Passive House e o facto de ser um conceito implementado em todo o mundo foram realçadas por Wolfgang Feist na sessão plenária inicial, que defendeu a Passive House como uma abordagem que está disponível para todos.

A mesma ideia foi deixada por Günter Lang, um grande impulsionador e pioneiro da Passive House na Áustria, que convidou para o palco os representantes dos 60 países onde já existem Passive Houses.

O papel dos edifícios na sociedade foi abordado pela climatóloga Helga Kromp-Kolb que afirmou que os edifícios não têm de estar dependentes da tecnologia.

Os edifícios terão de estar integrados numa filosofia de vida, tendo de existir para tal uma visão holística:«o l limite da nossa competência depende do nosso conhecimento».

 Com um exemplo prático partilhado com a plateia, Kromp-Kolb provou que mudar hábitos exige esforço, mas sem o qual não haverá mudanças.

Durante a conferência foram também apresentados muitos novos exemplos de Passive House construídas em todo o mundo com destaque para as sessões dedicadas aos exemplos de países com climas amenos e aos exemplos de países com climas quentes e húmidos, nomeadamente apresentações de estudos e projectos realizados no Dubai, na Índia e no México.

A Homegrid apresentou, na sessão 12, o seu trabalho “The first Certified Passive House in the touristic sector in Portugal”, em que foi apresentado e discutido o projecto da Passive House “Cestaria”, na Costa Nova, bem como o seu desempenho e a importância da Passive House no sector do turismo em Portugal em particular e nos países mediterrâneos em geral.

A 21ª Conferência Internacional Passive House encerrou com um debate entre Wolfgang Feist, director do Passivhaus Institut, Lloyd Alter, Editor da TreeHugger, Ivone Higuero, directora de divisão da UNECE – Comissão Económica para a Europa das Nações Unidas, Jürgen Schneider, gestor da Agência Ambiental da Áustria, e moderado pelo arquitecto Helmut Krapmeier.

O debate centrou-se na análise do potencial e das estratégias da Passive House para se massificar a nível global.

Ivone Higuero afirmou que deve ser feito um trabalho junto dos decisores políticos de modo a serem estabelecidas metas ambiciosas.

Jürgen Schneider reforçou o papel que a regulação tem para elevar os padrões de desempenho na indústria e na produção de bens de consumo.

Por outro lado, Lloyd Alter referiu a necessidade da Passive House se tornar num objecto de desejo para o mercado e que a Passive House é a base para abordagens complementares e holísticas, comos os NZEB ou cidades e comunidades sustentáveis.

Wolfgang Feist reforçou este ponto, da necessidade de uma maior penetração no mercado por parte da Passive House e que esta não necessita de ser mais cara.

No final da conferência foram destacados os próximos eventos Passive House a nível internacional, tendo sido referida a 5ª Conferência Passivhaus Portugal 2017 que irá realizar-se em Aveiro a 23 e 24 Novembro, e foi anunciada já a próxima edição da Conferência Internacional Passive House: a 22ª edição irá realizar-se em Munique a 9 e 10 de Março.


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