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A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aprovou esta semana um conjunto de medidas para gestão dos recursos hídricos, definindo medidas específicas para a bacia hidrográfica do Sado, a única que se encontra em situação de seca.


«As disponibilidades hídricas armazenadas nas albufeiras são inferiores à média, excepto para as bacias do Lima, Ave e Arade. No entanto, todas as bacias, no final de Março, apresentavam percentagens de armazenamento superior ao limiar definido para o primeiro nível de alerta de seca hidrológica, com excepção a bacia do Sado que está em seca», refere um comunicado da APA.

A situação da bacia do Sado motivou a aprovação de um conjunto de propostas específicas para a região até ao final do ano hidrológico 2016-2017, de Outubro de 2016 a Setembro de 2017.

Se de forma genérica, a nível nacional, a APA propõe um aumento da periodicidade na avaliação dos recursos hídricos disponíveis, para, em função disso, «avaliar a necessidade de definir medidas restritivas», no caso específico da bacia hidrográfica do Sado, a agência propõe uma identificação de vulnerabilidades à falta de água e o impacto nos custos que a situação possa acarretar, o reforço da fiscalização a captações ilegais de água em albufeiras e aquíferos subterrâneos.

Em articulação com as câmaras municipais, a APA sugere a diminuição de regas em hortas e jardins, e executá-las em «horários apropriados», reduzir ou até mesmo proibir enchimento de piscinas e lavagem de carros, diminuir para «rega de sobrevivência» os espaços verdes e encerrar fontes decorativas.


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