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O plástico «não vai desaparecer de um momento para outro», nomeadamente nas embalagens de alimentos, mas são necessários materiais alternativos, amigos do ambiente, e mudanças nas empresas, para enfrentar a grave poluição dos oceanos, diz o director geral dos Assuntos do Mar e da Pesca da Comissão Europeia, João Aguiar Machado.


«É preciso agir já, por exemplo através de políticas para os plásticos e na economia circular estamos a passar um sinal às empresas que as coisas não vão ser sempre como foram até hoje», salientou o responsável, citado pela Lusa.

Mas o excesso de embalagens de plástico «não vai desaparecer de um momento para outro» porque os alimentos têm de ser acondicionados e «é preciso desenvolver produtos alternativos», como plásticos biodegradáveis, acrescentou.

João Aguiar Machado respondia a jornalistas no final do debate sobre como "Tornar o oceano mais limpo e sustentável, políticas europeias e prioridades nacionais" que decorreu esta quarta-feira, em Lisboa, numa iniciativa que incluiu a inauguração de uma exposição sobre a presença de grandes quantidades de plástico no mar, lixo que afecta o equilíbrio dos ecossistemas.

A exposição, que vai ficar em Lisboa, até 15 de Agosto, foi produzida pelo Aquário Nacional da Dinamarca e por uma organização não-governamental (ONG), a Plastic Change, com o apoio da Comissão Europeia e do departamento de Estado dos Estados Unidos.

Recorde-se que, em 2015, as estimativas existentes referiam 150 milhões de toneladas de plástico nos oceanos, quantidade que será de 250 milhões de toneladas em 2025 e de 850 milhões de toneladas em 2050.


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