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No Dia Mundial da Energia, que se assinala hoje, a Quercus sublinha a importância em apostar na eficiência energética, nas energias renováveis, na produção de electricidade renovável para auto-consumo e mobilidade eléctrica, como forma de diminuir a dependência energética, cumprir as metas estabelecidas de redução de emissões de gases com efeito de estufa e aliviar a carteira dos consumidores.


No mix energético nacional, as renováveis têm tido um peso crescente nos últimos anos, contribuindo para alcançar o propósito do Governo de tornar Portugal um país neutro em emissões de gases com efeito de estufa até 2050, assinala a Quercus em comunicado. 

Para os ambientalistas da Quercus problema está na falta de ambição do pacote legislativo aprovado pela Comissão Europeia no final do mês de Novembro de 2016, com metas para 2030 aquém do potencial em áreas vitais como as energias renováveis ou a eficiência energética e sem objectivos nacionais para os Estados-membros, não é coerente com a transição energética para uma economia de baixo carbono, que requer uma percentagem muito mais elevada de energias renováveis (45% em 2030).

Em 2016, atingiu-se 90% da meta assumida para a produção de electricidade a partir de renováveis, mas é necessário continuar a trabalhar nesta e nas outras áreas de actuação, nomeadamente na descarbonização do sector dos transportes.

Para os ambientalistas da Quercus, o investimento nas energias renováveis deve ser uma prioridade para o país, não só para respeitar os compromissos internacionais assumidos mas porque, a nível nacional, fomenta o crescimento económico e a criação de emprego; a diminuição da dependência energética fóssil externa, com benefícios económicos significativos; e a melhoria da qualidade do ambiente, pela redução das emissões e consequentes benefícios para a saúde pública.

Apostar na eficiência energética é um passo indispensável para atingir os objectivos pretendidos. Evitar desperdícios e utilizar racionalmente a energia deverá ser uma conduta praticada transversalmente pelos cidadãos, indústria e Estado.

A promoção de hábitos de consumo mais responsáveis, o investimento em tecnologia e equipamentos de elevada eficiência ou a realização de auditorias energéticas em grandes infra-estruturas dos sectores público e privado podem resultar, a médio e a longo prazo em contributos significativos.

Portugal é um país com grande potencial para a utilização da energia solar, tendo uma média anual entre as 2200 e as 3000 horas de sol. Porém, em termos de potência instalada, o solar fotovoltaico representa apenas 3,5% do total de electricidade renovável e a produção de eletricidade solar no ano de 2016 foi apenas de 2,6% do total assegurado por fontes renováveis, lembra a associação.

«A instalação de painéis fotovoltaicos está a crescer em Portugal e hoje torna-se cada vez mais comum encontrá-los em locais como piscinas, hotéis, áreas de serviço, espaços comerciais, edifícios públicos, entre outros, para além das habitações. Esta evolução foi estimulada, pelo facto de, desde 2015, ser mais fácil para os consumidores (famílias e empresas) produzirem electricidade e serem, em parte, auto-suficientes, evitando consumir energia da rede», lê-se no comunicado.

Segundo dados oficiais, em dois anos 11 mil clientes domésticos aderiram à medida. A Quercus considera que este número é ainda residual, tendo pouco impacto no desempenho do sistema eléctrico e pode ser incrementado.

Em relação à mobilidade eléctrica, a Quercus considera que esta poderá e deverá ser uma das soluções para resolver os problemas de qualidade do ar e ruído nos grandes centros urbanos, incluindo-se aqui o incentivo à sua promoção enquanto meio de transporte individual, ao nível das frotas públicas e privadas, no sector do turismo através dos rent-a-car ou da animação turística, sem esquecer o transporte ferroviário, tão desconsiderado nos últimos anos.


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