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Investigadores projectaram vários cenários para o futuro, combinando diferentes níveis de desenvolvimento e de uso de combustível renovável e fóssil. Nenhum dos cenários é animador.


Texto: José Alex Gandum

 

Um dos cenários possíveis é o que se continuar com a actual dinâmica de crescimento e de consumo. Se assim for, em 2100, a emissão de CO2 será 20% mais elevada do que é agora e a temperatura crescerá em média 3,3 graus acima dos níveis que existiam antes da Revolução Industrial.

Mesmo as melhores expectativas, tendo em atenção as probabilidades apontadas, dizem os especialistas, ficam muito longe do desejado e apontado pelo Acordo de Paris (COP21): subida de 2,5% das temperaturas médias mundiais.

Para se atingir essa cifra, seria necessário que as energias renováveis crescessem a uma média de 5% ao ano (elas estão a crescer cerca de 2,6% ao ano), as emissões de CO2 deveriam atingir um máximo em 2022, começando depois a diminuir, o uso de combustíveis fósseis como fonte primária teria que ser reduzido drasticamente e seria necessário parar de imediato com o desmatamento  de zonas arbóreas, a fim de que elas possam cumprir o seu desígnio de sequestrar o CO2.

Como muito do que se disse é pouco provável que aconteça, os investigadores levantam a possibilidade de desenvolver uma tecnologia para remover artificialmente o carbono atmosférico. Neste caso, talvez a temperatura não subisse mais que 1,5%.

Mas os especialistas também alertam que estas técnicas não estão suficientemente desenvolvidas, são difíceis de implementar em larga escala e que podem não chegar a tempo de ter influência. E que o melhor mesmo é apontar para a redução das emissões de CO2. através dos mecanismos já existentes mas pouco divulgados e ainda menos utilizados pelas sociedades e pelos cidadãos.


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