218820160    oinstalador@gmail.com

A Quercus considera que o Dia Mundial do Ambiente, que se celebrou a 5 de Junho, não deve ser comemorado apenas para repensar a relação do Homem com a Natureza, mas, acima de tudo, para que os governos estejam alerta para a necessidade de produção de políticas capazes de fazer frente aos riscos e vulnerabilidade socioeconómicas e ambientais, fruto das alterações climáticas.


A associação ambientalista escolheu este ano o Dia Mundial do Ambiente para anunciar sete medidas que, caso sejam aceites e implementadas, poderão contribuir para a diminuição do impacte ambiental deste sector da Construção e, consequentemente, para os objectivos traçados pela ONU para 2030.

Estas medidas poderão ser postas em prática através de políticas locais.

Na impossibilidade de as exigir, vinca a Quercus, «seria importante serem criados estímulos (como fiscais ou outros).

As medidas propostas pela Quercus são:

1. Criar bases de dados de materiais mais amigos do ambiente, que devem ser consultadas e incluídas na entrega de um projecto de licenciamento, criando estímulos para quem as utiliza;

2. Priorizar os projectos que tenham menos necessidade de climatização através de meios mecânicos (mesmo os que recorram à captação de energias renováveis), optando por soluções bioclimáticas (passivas), que deverão ser evidenciadas e explicadas no projecto;

3. Aumentar a meta de utilização de materiais reciclados na construção de 5% para 25%, aproximando-nos assim de outros países europeus, como a Holanda e a Alemanha;

4. Serem os próprios municípios a criar condições para repositórios de materiais de construção, provenientes de obras de demolição, com elevado potencial de reutilização;

5. Criar regras para que, no licenciamento de um projecto, esteja prevista uma potencial poupança de água no futuro edifício, através da possibilidade de legalização de equipamentos que promovam esta poupança, como aqueles que armazenam águas pluviais e as encaminham para destinos não potáveis; ou aqueles que, através de uma miniestação de tratamento, possibilitam a reutilização de águas cinzentas;

6. No caso de novas construções, priorizar aquelas que são flexíveis e modulares, possibilitando a readequação para novos usos, reduzindo as demolições e resíduos;

7. Criar e aplicar multas pesadas sempre que se verifique a colocação em aterro de produtos com potencial de reutilização e/ou reciclagem, a exemplo do que acontece noutros países europeus.


Bootstrap Image Preview Bootstrap Image Preview