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Um consórcio europeu, liderado por uma entidade portuguesa, vai promover a colaboração entre indústrias para que recursos que umas não necessitam possam ser utilizados por outras, reduzindo o desperdício, num projecto financiado com um milhão de euros.


Trata-se de «promover a partilha de recursos de forma a poupar matérias-primas na Europa, [onde] são tão escassas», e energia, através da reutilização, e assim diminuir a poluição e a deposição de resíduos em aterro, explicou à agência Lusa um dos participantes no projecto.

O responsável pela área que desenvolve investigação aplicada para a sustentabilidade (o Sustainable Innovation Centre) no Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), unidade que coordena o projecto Scaller, disse que é igualmente objectivo da iniciativa conseguir novas oportunidades de negócio e criar valor, gerando benefícios do ponto de vista económico, ambiental e social.

O Scaller, que deverá arrancar no segundo semestre deste ano e prolongar-se por dois anos e meio, pretende quantificar, do ponto de vista económico, ambiental e social, o impacto da adopção alargada da chamada simbiose industrial.

Será realizado um mapeamento das principais indústrias de processo na Europa e verificado o potencial das sinergias, sobretudo nos recursos em que há mais potencial de reutilização.

«Numa fase mais avançada, o objectivo é desbloquear esse potencial, ou seja, [perceber] como desbloquear a criação destas relações», identificando os factores que facilitam e aqueles que são uma barreira, segundo Ricardo Rato.

O ISQ foi o coordenador da proposta apresentada à Comissão Europeia, em consórcio com a universidade de Cambridge, com experiência em sustentabilidade industrial, o Climate KIC, um fundo europeu, sediado na Holanda, que apoia soluções inovadoras para a mitigação das alterações climáticas, uma 'startup' francesa e uma empresa suíça.

O projecto, que têm o apoio de 50 entidades europeias de diferentes países, entre indústrias, associações industriais ou autoridades públicas, tem um orçamento total de cerca de um milhão de euros, financiado a 100% através do programa europeu Horizonte 2020, sendo o valor associado ao ISQ de 265 mil euros.


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