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Análise de lubrificantes: fator determinante para melhorar a fiabilidade de parques eólicos

Texto: Beatriz Graça | Responsável pelo Laboratório de Análise de Lubrificantes do INEGI - Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial

04/03/2020
A fiabilidade de turbinas eólicas depende, em grande parte, do bom funcionamento dos equipamentos que as constituem - como as caixas multiplicadoras, rolamentos e veios, entre outros. Equipamentos estes que operam em condições extremas, sujeitos a variações de carga, diferenças de temperatura e ambientes contaminantes.
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Consequentemente é cada vez mais evidente que a correta lubrificação destes equipamentos, e posterior monitorização do lubrificante, é uma tarefa primordial para a fiabilidade, melhoria da manutibilidade e redução de custos na gestão de parques eólicos.

O óleo lubrificante de qualquer tipo de aplicação mecânica contém informação extremamente relevante sobre a condição do equipamento que lubrifica, e fornece vários indicadores sobre como esta condição poderá evoluir caso não se tomem medidas corretivas. E as turbinas eólicas não são exceção.
Questões como: “existe desgaste severo no equipamento?”, ”existe contaminação?”, "o óleo está degradado?”, encontram resposta na análise de lubrificantes, que permite a deteção atempada de avarias prematuras e fornece um apoio fundamentado para as decisões da manutenção.

Desta forma, podem ser implementadas ações proativas, ou pode ser feito um planeamento mais eficaz de medidas corretivas. Esta abordagem conduzirá a uma redução de custos de Operação e Manutenção dos parques e simultaneamente um aumento da vida útil dos vários equipamentos e componentes das turbinas eólicas.

A Análise de Lubrificantes permite detetar os seguintes problemas que conduzem a avarias frequentes:
  • Degradação acelerada do lubrificante
  • Contaminação externa (água, partículas, etc.)
  • Fadiga do material desgaste (abrasivo, corrosão, adesão, etc.)
  • Intervalos estendidos na substituição do óleo
  • Uso/seleção incorreta do óleo
  • Manuseamento incorreto do óleo
  • Medidas de controlo de contaminação inadequadas (filtragem, vedação, etc).

A "falha” do lubrificante desencadeia a "falha” no equipamento e vice-versa. Um programa de análise de lubrificantes deve ter a capacidade de identificar ambos os modos de falha.

INEGI também contribui para a manutenção de equipamentos em parques eólicos

As pistas obtidas com a análise, quando interpretadas por técnicos com experiência e conhecimento adquirido na área da tribologia e engenharia de manutenção, contribuem para que os equipamentos tenham uma vida útil longa e livre de problemas.

Questões como: “existe desgaste severo no equipamento?”, ”existe contaminação?”, "o óleo está degradado?”, encontram resposta na análise de lubrificantes, que permite a deteção atempada de avarias prematuras e fornece um apoio fundamentado para as decisões da manutenção

É o caso da equipa dedicada à área de Tribologia, Vibrações e Manutenção Industrial do INEGI, que reúne competências para atuar na melhoria da fiabilidade, desempenho e eficiência de lubrificantes e equipamentos em diversos tipos de indústria.

Na área da Energia Eólica tem desenvolvido diferentes estudos de acompanhamento, não só de monitorização do estado de condição de lubrificantes (massas e óleos) em numerosos parques eólicos nacionais, como também no diagnóstico de avarias de rolamentos e de sistemas de engrenagens.

Para além desta área de intervenção, realiza estudos no sentido de desenvolver soluções para transmissões mecânicas eficientes, investigando-se não só a geometria das engrenagens e dos rolamentos, mas também a influência do lubrificante no desempenho de caixas de engrenagens.
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