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Renováveis: que contributo para a crise económica?

O Instalador29/06/2020

A Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA) lançou um relatório onde estima o impacto de um maior investimento no setor.

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Investir na transição energética pode ser uma garantia de criação de novos empregos e de um crescimento sustentável da economia - o que pode conduzir a uma recuperação económica mais rápida num cenário pós-Covid-19 -, assegura a IRENA.

De acordo com os cálculos apresentados num relatório divulgado recentemente, a aposta em energias renováveis e na eficiência energética aumentaria o PIB global e geraria 5,5 milhões de empregos adicionais num período de três anos.

“As energias renováveis mostraram, ao longo da crise atual, que são a fonte de energia mais resistente”, sublinhou Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA, num momento em que o colapso do preço do petróleo deixou algumas empresas multinacionais com problemas.

Numa entrevista à AFP, o responsável garantiu ainda que o mercado das energias renováveis é “cada vez mais competitivo“e que pode ser gerido”facilmente e remotamente”.

De acordo com a agência, cerca de 4,5 biliões de euros de investimento público e privado anual, uma meta a ser alcançada até ao final da década, faria a economia crescer 1,3 pontos adicionais entre 2020 e 2030. E, para além de ser um investimento que pode alavancar a economia mundial, é também uma forma de cumprir os objetivos contra o aquecimento global, lembra o relatório.

Cada milhão de dólares investido em energia eólica, solar ou hídrica geraria três vezes mais empregos do que o equivalente no setor de combustíveis fósseis, de acordo com a IRENA.

“Tecnologias de armazenamento, veículos elétricos e estações de carregamento, redes inteligentes, eficiência energética no aquecimento e ar condicionado... Agora é a hora de investir num futuro melhor”, apelou Francesco La Camera.

Renováveis em Portugal e a pandemia

Em março e abril, houve um aumento de 14,5% de fontes de energias renováveis na produção de eletricidade em Portugal, comparando com o mesmo período de 2019, passando de 62,6% para 77,1%, de acordo com dados da Redes Energéticas Nacionais (REN) divulgados pela Associação Zero em maio.

A associação ambientalista estima que as emissões médias diárias de CO2 associadas à produção de eletricidade tenham descido das 28 mil toneladas/dia de março e abril do ano passado para 12 mil toneladas/dia nos meses de março e abril deste ano.

Já a produção das centrais a carvão de Sines e do Pego foi nula no mês de abril, o que aconteceu pela primeira vez desde a sua existência, em 1985, segundo a REN.

“A produção de carvão, que já era muito reduzida, foi mesmo nula em abril, o que acontece pela primeira vez desde a existência das atuais centrais a carvão de Sines e Pego (desde 1985)”, explicou a gestora da rede elétrica nacional.

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