BI317 - O Instalador

8 ADENE com formação em Reabilitação Energética em Edifícios Residenciais Primeira edição do curso decorre nos dias 16, 17, 18, 23, 24, 25, 30 e 31 de maio e 1 de junho, em horário pós-laboral e formato e-learning (síncrono). A Academia ADENE apresenta novos cursos. Um deles é a formação em Reabilitação Energética em Edifícios Residenciais, que tem como objetivo proporcionar aos técnicos do setor formação complementar em patologias e reabilitação térmica de edifícios, incluindo a instalação de sistemas técnicos renováveis, promovendo assim a eficiência energética e a melhoria da qualidade na reabilitação de edifícios. No programa do curso consta a caracterização geral do parque edificado e do âmbito do SCE, o enquadramento legislativo da reabilitação em edifícios, os incentivos à reabilitação, a Reabilitação Térmica, a instalação/Substituição de sistemas técnicos renováveis (Biomassa, Solar térmico e Solar fotovoltaico), assim como a eficiência hídrica e a apresentação de casos de estudo. A formação, de 27 horas, será ministrada em horário laboral ou pós-laboral, no formato e-learning e tem um custo de 400 euros (380 euros para membros OE). É possível obter mais informações através do endereço: formar@adene.pt. EDITORIAL Esse é um termo que ganha cada vez mais poder e importância no léxico não só dos gestores, como também da sociedade. E numa fase em que a inflação faz aumentar os preços ganha mais preponderância. Os equipamentos – e à medida que o verão e o tempo quente se aproximam há cada vez mais recurso ao ar-condicionado – têm de ser o mais eficiente possível, por forma a não só proporcionar o conforto necessário dentro dos espaços, sejam comerciais ou residenciais, como a requerer o mínimo de energia necessária. Por outro lado, as alterações climáticas e o aumento da temperatura fazem com que estes dispositivos, que antes eram considerados um luxo, sejam hoje vistos como algo indispensável. Este é um setor que não pode (nem deve) ser descurado. Mesmo porque a cadeia de valor do setor representa dois mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de 1% do PIB nacional, cabendo ao mercado AVAC 1.500 milhões de euros. No caso de empreendimentos ou espaços como hospitais, centros comerciais e centros de escritórios é importante realçar o benefício da utilização de uma correta e eficiente gestão técnica centralizada (GTC). Este GTC simplifica, automatiza e racionaliza a exploração de um complexo edificado, ao mesmo tempo que dá ao gestor o controlo e monitorização de máquinas e equipamentos ligados. Uma gestão que se traduz em poupança de energia. No caso do IPO de Lisboa, por exemplo, a implementação do GTC significou uma poupança de 60% de energia. Isto porque o projeto em causa consistiu na substituição dos equipamentos de produção e distribuição de energia térmica por outros mais eficientes, a par da instalação de um sistema SACE de alta eficiência. Um tema que também é “querido” da Trane, que tem apostado na inovação como forma de “dar um contributo na descarbonização das indústrias”. A empresa tem feito um enorme investimento no desenvolvimento de novos produtos com ummenor consumo energético e na utilização de equipamentos que reduzam esse impacto. E por falar em energia, Portugal é um caso exemplar no que concerne à produção de energias renováveis. Em 2021, e segundo dados da PORDATA, com atualização a 17/10/2022, Portugal produziu 50.968 GWh de energia, dos quais 33.093 GWh foram produzidos a partir de fontes renováveis. Sendo que a energia hídrica >10MW foi responsável por 12.549 GWh e a hídrica <10MW por 906 GWh. Tendo em conta os objetivos definidos quer pela Comissão Europeia, quer por Portugal, no que concerne à descarbonização e a aposta na eletrificação, é de prever um aumento do consumo de eletricidade. Sendo que, como aponta a ADENE, para a descarbonização deste setor (electroprodutor), é necessário reforçar a produção de eletricidade renovável que, em Portugal, provém principalmente de energia hídrica, seguindo-se a energia eólica. Um cenário que tem de “lidar” com algo cada vez mais recorrente: as secas e as suas consequências. Basta lembrar que a mesma obrigou o governo, no ano passado, a suspender (entre janeiro e março) a produção de eletricidade em 15 barragens. Por fim uma novidade. Aos nossos dois habituais cronistas – Carmen Lima e Manuel Martinho – junta-se agora Nuno Ribeiro, que irá abordar omundo da legislação. Boas leituras! Eficiência, eficiência, eficiência C M Y CM MY CY CMY K

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