39 DOSSIER ELETRICIDADE E ILUMINAÇÃO sustentabilidade e a eficiência energética são cada vez mais valorizadas pelos consumidores e exigidas pelos reguladores, a normalização é também um trampolim para inovação. OPORTUNIDADE DE INFLUÊNCIA NA NORMALIZAÇÃO: COMO AS EMPRESAS PODEM BENEFICIAR? Muitos fabricantes desconhecem que podem participar ativamente na elaboração das normas que irão moldar o futuro do setor da iluminação. Através da participação nas comissões técnicas de normalização, as empresas têm a possibilidade de: • Influenciar o conteúdo das normas - Participar na elaboração das normas permite que os fabricantes defendam os seus interesses e assegurem que os requisitos técnicos refletem as realidades do setor. • Antecipar-se às mudanças - Quem acompanha o desenvolvimento normativo tem mais tempo para se adaptar e pode planear com antecedência as modificações nos seus produtos e processos. • Reduzir custos de conformidade - A adaptação gradual às normas permite que os fabricantes distribuam os custos de implementação ao longo do tempo, em vez de lidarem com mudanças repentinas que exigem investimentos avultados. • Vantagem competitiva - Acesso privilegiado ao conhecimento técnico mais avançado em cada momento, propiciado pelo contacto com as empresas internacionais mais avançadas tecnologicamente. NORMALIZAÇÃO COMO ESTRATÉGIA COMPETITIVA Num setor cada vez mais pressionado pela concorrência global e por uma regulamentação crescentemente exigente, a normalização não deve ser vista apenas como um meio para cumprir um requisito legal, mas sim como um fator diferenciador. As empresas que participam ativamente no movimento normativo tendem a ganhar vantagens competitivas, pois transmitem ao mercado maior confiança e reduzem os riscos de não conformidades nos seus produtos, que podem resultar em recolhas de produtos não- -conformes ou mesmo em sanções por parte das autoridades. Além disso, o alinhamento com as normas europeias facilita a exportação para outros mercados, uma vez que a conformidade com os regulamentos da UE é frequentemente usada como referência noutras regiões do mundo. CONCLUSÃO: IMPEDIR OU IMPULSIONAR? A ESCOLHA É DOS FABRICANTES A normalização pode ser vista como um entrave à inovação ou como um motor de crescimento – depende da forma como as empresas abordam este tema. Para os fabricantes de iluminação, integrar-se no processo de normalização não só garante conformidade com a legislação vigente, mas oferece uma oportunidade única de moldar o futuro do setor. A questão que se coloca é: as empresas de iluminação em Portugal querem apenas adaptar-se às regras ou assumir um papel ativo na definição das normas que irão reger o mercado nos próximos anos? n BIBLIOGRAFIA: • Comissão Europeia "Normas harmonizadas na Europa.“Disponível em: europa.eu • Instituto Português da Qualidade (IPQ). ”Comissões Técnicas de Normalização.“ Disponível em: ipq.pt • Enterprise Europe Network. ”Marcação CE – obtenção do certificado, requisitos da UE.“ Disponível em: een-portugal.pt • O Instalador ”A iluminação e a internacionalização das empresas portuguesas do setor”, revista O Instalador, março 2018. • O Instalador “Marcação CE de Aparelhos de Iluminação”, revista O Instalador, janeiro 2017.
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