59 DOSSIER RENOVÁVEIS Consumo Final Bruto (CFB) de energia e Portugal posicionou-se como o 6º país da UE-27 com o maior peso da energia proveniente de fontes de energia renováveis (FER) no CFB. No mesmo ano, o peso das Fontes de Energia Renovável (FER) na produção de eletricidade subiu para 61,0% (+2,6%, face a 2021), mantendo-se o 4º país da EU-27 com a maior quota de eletricidade proveniente de FER. Em 2024, 47,4% da eletricidade líquida gerada na UE provinha de fontes de energia renováveis, um aumento de 2,6% em comparação com 2023. Entre os países da UE, a Dinamarca teve a maior quota de energias renováveis na sua produção líquida de eletricidade, com 88,8%, proveniente principalmente da energia eólica, seguida de Portugal (87,4%, principalmente eólica e hídrica) e da Croácia (73,8%, principalmente hídrica). As quotas mais baixas de energias renováveis foram registadas em Malta (15,1%), na Chéquia (17,5%) e no Chipre (24,1%). Já a Suécia foi o país que mais utilizou energia proveniente de fontes renováveis. A Finlândia vem em segundo lugar, com 50,8% da energia proveniente de fontes renováveis, seguida por outro país nórdico, a Dinamarca, com 44,9%. Em Portugal, a produção de energia de origem renovável situou-se em 6.627 ktep. A produção de eletricidade a partir de FER, em 2022, situou-se nos 29 910 GWh (33 093 GWh em 2021) e a incorporação de FER para efeitos da Diretiva FER foi de 61,0%. As bombas de calor contribuíram com 12,8% e o solar térmico com 1,7%. Esta incorporação permitiu que Portugal fosse o quarto Estado-Membro da UE com maior incorporação de FER no consumo de eletricidade. A utilização de fontes de energia renováveis no aquecimento e arrefecimento continua a aumentar na UE, com a quota de energia proveniente de fontes renováveis nesses domínios a atingir 26,2% em 2023, o valor mais elevado desde o início da série cronológica em 2004 (11,7%). A quota aumentou 1,2% em comparação com 2022 (25,0%). Em termos absolutos, o consumo final bruto de energia renovável para fins de aquecimento e arrefecimento na UE tem aumentado gradualmente ao longo do tempo, principalmente devido à contribuição da biomassa e das bombas de calor. Entre os países da UE, a Suécia voltou a liderar em 2023 no que diz respeito às energias renováveis no aquecimento e arrefecimento, com uma quota de 67,1%, seguida da Estónia (66,7%). Ambos os países utilizam sobretudo biomassa e bombas de calor. Seguiuse-lhes a Letónia (61,4%), que depende principalmente da biomassa. Em contrapartida, as quotas mais baixas de fontes renováveis no aquecimento e arrefecimento foram registadas na Irlanda (7,9%), nos Países Baixos (10,2%) e na Bélgica (11,3%). CONTEXTO A Diretiva 2009/28/CE fixou um objetivo para incorporação de FER no consumo final bruto de energia até 2020 em 31%. A nova Diretiva de Fontes de Energias Renováveis, a Diretiva (UE) 2023/2413, de 18 de outubro de 2023, relativa à promoção da utilização de energia proveniente de fontes renováveis, exige que os países da UE aumentem a sua quota média anual de energias renováveis no aquecimento e arrefecimento em, pelo menos, 0,8% de 2021 a 2025 e em, pelo menos, 1,1% de 2026 a 2030. A nova diretiva aumenta a percentagem de energias renováveis no consumo final de energia da UE para 42,5% até 2030, com a recomendação aos Estados-Membros de se esforçarem por atingir 45%. Para promover a utilização de energias renováveis no setor do aquecimento e arrefecimento, a diretiva estabelece uma meta indicativa de, pelo menos, 49% de energias renováveis nos edifícios em 2030. Em Portugal, o contributo das fontes de energia renovável em 2023 foi de A utilização de fontes de energia renováveis no aquecimento e arrefecimento continua a aumentar na UE, com a quota de energia proveniente de fontes renováveis nesses domínios a atingir 26,2 % em 2023, o valor mais elevado desde o início da série cronológica em 2004 (11,7 %). A quota aumentou 1,2 % em comparação com 2022 (25,0%). Em termos absolutos, o consumo final bruto de energia renovável para fins de aquecimento e arrefecimento na UE tem aumentado gradualmente ao longo do tempo, principalmente devido à contribuição da biomassa e das bombas de calor. Entre os países da UE, a Suécia voltou a liderar em 2023 no que diz respeito às energias renováveis no aquecimento e arrefecimento, com uma quota de 67,1%, seguida da Estónia (66,7%). Ambos os países utilizam sobretudo biomassa e bombas de calor. Seguiu-se-lhes a Letónia (61,4%), que depende principalmente da biomassa. Em 2024, 47,4% da eletricidade líquida gerada na UE provinha de fontes de energia renováveis
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