BI336 - O Instalador

OPINIÃO 76 Reporte de sustentabilidade é adiado por dois anos, mas não deixa a sustentabilidade na gaveta das organizações Há uma relação, digamos, quase ténue e invisível aos olhos, que passa muitas vezes despercebida. A humanidade e a natureza estão completamente ligadas. Qualquer efeito provocado num deles terá consequência no outro e na relação existente - de degradação do meio natural ou, por outro lado, na saúde através do desenvolvimento de patologias. Carmen Lima Conscientes desta relação, a Europa com a ambição e foco de assumir o processo de transição sustentável, nomeadamente com a definição da meta da neutralidade climática até 2050, apresentou o Pacto Ecológico Europeu (European Green Deal) que define as medidas estratégicas, quase estruturais, para preparar as organizações às mudanças previsíveis em matéria de sustentabilidade. Neste contexto são definidos critérios para o relato de sustentabilidade, através da publicação da Diretiva para a Comunicação de Informação sobre a Sustentabilidade das Empresas (CSRD), que coloca relevantes desafios às organizações sobre matérias e medidas de ESG - Environmental, Social and Governance (Ambiente, Social e Governança). O seu principal objetivo consiste em melhorar a transparência para todos os stakeholders e reorientar os investimentos para tecnologias e empresas mais sustentáveis, através da realização anual de relatório de sustentabilidade baseado na metodologia ESG. A estrutura deste relatório é definida pelos European Sustainability Reporting Standards (ESRS), a recente norma Europeia que estabeleceu critérios para identificar, avaliar e comunicar os desafios sociais e ambientais mais relevantes das organizações, através da elaboração de Relatórios de Sustentabilidade. Desta forma, as empresas anteriormente sujeitas à Diretiva relativa aos Relatórios Não Financeiros, como as grandes empresas cotadas, os grandes bancos e as grandes empresas de seguros, bem como as grandes empresas não cotadas na UE (todas com mais de 500 trabalhadores), passavam a ter que publicar a primeira Declaração de Sustentabilidade em 2025 (sobre o ano fiscal de 2024), e as outras grandes empresas publicar em 2026. A Comissão Europeia adotou estas Normas para promover a divulgação de informações sobre a Sustentabilidade das empresas, como um importante instrumento de apoio à agenda financeira sustentável da União Europeia. Contudo, a conjuntura macroeconómica internacional fomentada pelos diversos conflitos armados e pela aplicação de sucessivas medidas restritivas resultaram na perturbação do mercado mundial financeiro e em matéria de energia, decorrente

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